DERRUBAR O GOVERNO É OBRIGAÇÃO PATRIÓTICA

O inutil Cavaco Silva deu carta branca ao atrasado mental Passos Coelho para continuar a destruir Portugal e reduzir os portugueses a escravos da ganância dos donos do dinheiro.
Um governo cuja missão é roubar recursos e dinheiro às pessoas, às empresas, ao país em geral, para os entregar de mão beijada aos bancos e aos especuladores é um governo que não defende o interesse nacional e, por isso, tem de ser corrido o mais depressa possivel.
Se de Cavaco nada podemos esperar, resta a luta directa para o conseguirmos.
Na rua, nas empresas, nas redes sociais, há que fomentar a revolta, a rebelião, a desobediência, mostrar bem que o povo está contra Passos Coelho, Portas e os outros imbecis que o acompanham e tudo fazer para ajudar à sua queda.
REVOLTEM-SE!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Haja vergonha

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, anunciou a revisão das regras de comparticipação para os medicamentos.

O objectivo, disse, é poupar 250 milhões de euros por ano na despesa do Estado com medicamentos.

Com pompa e circunstância informou ter o governo decretado uma descida administrativa de seis por cento no preço de todos os medicamentos o que, à partida, até parecia representar boas noticias.

Mas depois veio a trovoada.

Mais de um milhão de pensionistas de baixos rendimentos vão deixar de ter medicamentos grátis, um benefício que lhes foi atribuído há pouco mais de um ano, quando o governo estava em plena campanha eleitoral.

A ministra revelou que esta medida saiu cara aos cofres do Estado, tendo custado 100 milhões de euros, mais 60 que inicialmente fora calculado, justificando também o fim deste benefício por ser necessário combater os "abusos e fraudes" verificados.

Malandros dos idosos que andam a roubar o estado!

Mais, a comparticipação de alguns dos remédios que são dos mais usados em Portugal, como anti-ácidos e anti-inflamatórios, vai diminuir para quase metade baixando de 69 para 37 por cento, o que representa que os cidadãos passem, em muitos casos, a pagar o dobro pelos medicamentos que necessitam para sobreviver.

Naturalmente que os partidos da oposição protestaram em coro.

João Semedo, do Bloco de Esquerda, diz que as mudanças conjugadas vão representar um acréscimo de 60 milhões de euros por ano para os cidadãos.

A Associação Nacional de Farmácias (ANF) também contesta esta medida do governo dizendo, no seu comunicado, que o aumento da despesa este ano referente aos medicamentos distribuídos gratuitamente aos idosos é de 26.8 milhões de euros.

A verdade é que as contas não são fáceis de fazer.

A única certeza é que os cidadãos vão passar a pagar mais, mesmo muito mais pelos medicamentos, tudo para baixar a despesa do estado e reduzir o défice orçamental.

Sabe-se, à partida, que muitos dos idosos mais carenciados vão sentir enormes dificuldades e, se houvesse coragem politica para o fazer, seria adequado verificar quantas mortes vão acontecer por não tomarem os medicamentos necessários.

Por essas mortes Ana Jorge, José Sócrates e Teixeira dos Santos deviam ser julgados num tribunal que representasse o povo.

Curiosamente apareceram hoje na comunicação social os dados sobre os cargos de chefia nalgumas empresas do estado.

Ficámos assim a saber que a CP tem 196 chefes o que dá, em média, um chefe para 16 trabalhadores e que cada um ganha, em média, 3.100 euros por mês acrescidos de mais 500 euros mensais para despesas de representação.

Ficámos também a saber que Refer tem 159 chefes a ganhar 6.316 euros mensais enquanto a Tap tem 171 a ganhar 4.000 euros mensais.

Ficámos também a saber que no conjunto de Ana, Naer (novo aeroporto), Anam (aeroportos da Madeira), Metro de Lisboa, Carris e STCP, há uma média de 60 cargos de chefes que , seguramente, ganham mais do que 3.000 euros mensais.

Fizemos as contas com estes dados e, por baixo, chegámos a 50 milhões de euros anuais para estes "chefes" socialistas.

Só na CP e Refer, as duas relacionadas com comboios, o valor chega a 24 milhões por ano.

E isto sem falar ainda dos 356 institutos públicos e 639 fundações que "mamam" no orçamento do estado.

Colocando os cortes na politica dos medicamento num prato da balança e, no outro, as remunerações dos comissários políticos socialistas, não é difícil de ver qual é que o (des)governo vai cortar até porque os idosos são uns malandros vigaristas que andam a defraudar o estado.

HAJA VERGONHA!

sábado, 18 de setembro de 2010

Os socialistas que temos

Segundo uma noticia publicada hoje no jornal "I" Carlos César atribui bolsa de 10 mil euros ao filho da sua secretária do Trabalho.

Carlos César é o presidente do governo regional dos Açores e é apontado um (muito) possível sucessor de José Sócrates à frente do partido socialista.

Para além de ter um "brilhante" currículo, em que somente o facto de ser socialista o qualifica para as funções que ocupa, Carlos César está também no bom caminho no que respeita a manigâncias, artimanhas, favorecimento e compadrio politico tão ao jeito de Sócrates.

Ao que parece Carlos César autorizou a sua secretária regional do Trabalho dos Açores a conceder uma bolsa de estudo no continente ao seu próprio filho, para se tornar piloto de aviação civil e, naturalmente, tudo feito com as devidas explicações lógicas e justificações.

Segundo o "I":

"O filho da secretária regional do Trabalho dos Açores, Miguel Marques Malaquias, recebeu do governo regional liderado por Carlos César uma bolsa de estudo no Continente no valor de 9500 euros, montante a que acrescem despesas inerentes à viagem de ida e volta de avião entre Lisboa e o arquipélago. A situação seria regular e nada teria de anormal se a bolsa de estudo atribuída ao filho de Ana Paula Marques não fosse no âmbito de um curso de Piloto de Linha Aérea. Acontece que esta área de formação só passou a fazer parte do regulamento de concessão de bolsas de estudo a partir de Outubro do ano passado, através de uma portaria modificada e assinada pela própria secretária regional, Ana Paula Marques. "Nesta mesma prossecução, e com a experiência obtida, após a aplicação daquele diploma, urge responder a novas necessidades formativas, em especial aos cursos que visem formar pilotos profissionais de avião civil", pode ler-se na portaria n.o 80/2009, de 6 de Outubro de 2009, que prevê a mudança do regulamento de acesso às bolsas de estudo do governo regional.

A isto acresce o facto de a bolsa atribuída ao filho da governante ter um valor muito superior às dos restantes bolseiros. Além de introduzir o curso de Piloto de Linha Aérea no regulamento de bolsas, Ana Paula Marques aumentou o valor dos apoios. Nos Açores, as bolsas de estudo são financiadas com um subsídio equivalente a 65% da remuneração mínima mensal no arquipélago, mas a secretária regional decidiu majorar o curso do filho com um subsídio equivalente a 150% da remuneração mínima mensal.

Além disto, Ana Paula Marques assina um anexo à portaria onde é referido que as bolsas de estudo do Governo Regional dos Açores são atribuídas independentemente das condições económicas dos familiares dos alunos: "Podem aderir ao presente regime complementar de bolsa de estudo os alunos residentes permanentes na Região Autónoma dos Açores que, independentemente dos seus recursos económicos, da idade e do ano que frequentem, façam prova de estarem matriculados fora da Região Autónoma dos Açores num curso de formação profissional que satisfaça os requisitos fixados.""

E o jornal dá também a justificação de carlos César:

"Confrontado com esta informação, o Governo Regional do Açores, liderado por Carlos César, preferiu emitir uma nota explicativa. "Os apoios para os cursos de piloto de aviação civil eram atribuídos através de outros programas: numa primeira fase, até 2007, através do PODESA e, a partir dessa altura e até 2009, por Portaria do Governo."

A secretária, Ana Paula Marques, decidiu optar "por integrar esses apoios no regulamento das bolsas de estudo, apenas para tornar a atribuição do subsídio mais transparente", lê-se na nota do gabinete."

Tudo muito simples, muito transparente e, claro, sem qualquer ilegalidade.

São estes os socialistas que temos!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A alma obscura do negócio

Mais uma voz que, timidamente é certo, começa a criticar o (des)governo socialista do incompetente José Sócrates e do seu pérfido cobrador de impostos, o ministro das finanças Teixeira dos Santos.

Alguém desconhece que António Perez Metelo é socialista?
E que sempre tem defendido o PS em inúmeros artigos de opinião?

Pois bem, o caso mudou hoje.

Na sua coluna do Diário de Noticias António Perez Metelo faz uma critica aberta ao descontrolo orçamental das finanças publicas não hesitando em atribuir as culpas ao governo.

O caso começa a ficar feio para os socialistas.

"A alma obscura do negócio"

"Perdoe-me o leitor a novidade chocante que lhe vou dar: no Relatório de Orientação de Política Orçamental (ROPO) que o Governo enviou a Bruxelas, em Julho de 2010 (isto é, depois de ter pactuado com o PSD as medidas adicionais de austeridade constantes no PEC 2!), consta, para este ano, a escassa redução da despesa total das administrações públicas de -0,1 pontos percentuais (é suposto ficar-se nos 47,9% do PIB, face aos 48% em 2009). Só que o PIB é suposto crescer em euros correntes: no tal ROPO estima-se que passe dos 167 633 milhões de euros, no ano passado, para os 170 388 milhões este ano. Feitas as contas... em euros correntes, é suposto que a despesa total cresça 1150 milhões de um ano para o outro! Eis o choque: quem viabilizou a trajectória de ajustamento do défice até 2013, entretanto aprovada por Bruxelas, tem a obrigação de saber que este ano a despesa pública cresce em euros correntes!

Está a crescer mais ou menos do que é esperado? Não se sabe ao certo, porque o Ministério das Finanças decidiu fechar-se em copas. Afirma que tudo está sob controlo, mas não apresenta o ponto de situação da execução consolidada naquilo que vai de ano. Aparenta, ao fazê-lo, estar a guardar os seus trunfos (de cortes na despesa) para o último trimestre do ano e querer lançá-los só na negociação política do OE para 2011.

Segundo motivo de alarme: o Tesouro já se aprovisionou em 8 meses com 14 200 milhões de euros (para financiar a dívida pública líquida neste ano), quando só está autorizado a atingir os 17 400 milhões até fins de 2010.

Isto é sinal de descontrolo de uma dívida galopante, ou deve-se a um planeamento financeiro prudente, avançado no calendário, ao mesmo tempo que alarga (isto é, melhora) o perfil da dívida para prazos de reembolso mais longos. Também não o sabemos ao certo: no Terreiro do Paço, a alma destes negócios parece continuar a ser o segredo...

Só que ele está a fazer-se pagar com juros a níveis que tocam máximos históricos e, internamente, faz que toda a gente se sinta à vontade para colocar-nos, em breve, no carro-vassoura da UE/FMI. Havia mesmo necessidade de passarmos por isto?"

Pior é impossível

Pouco a pouco mais vozes se vão juntando a criticar os partidos, principalmente os dois que têm conduzido o País à ruína.
Desta vez é a jornalista Constança Cunha e Sá, conhecida pelas suas simpatias por Cavco Silva e pelo PSD que, num artigo de opinião hoje publicado no Correio da Manhã, se mostra desiludida com os últimos eventos políticos.

"Pior é impossível"

"Não sei que novidades nos reserva para amanhã o PSD: mas pior do que tem feito é quase impossível.

Com uma dívida incontrolável, uma despesa vertiginosa e uma taxa de desemprego que se distingue pelos recordes que vai conseguindo bater, o país está a um passo de entregar, sem sobressaltos de maior, o seu destino aos bons ofícios do FMI. Enquanto isso, o Governo desistiu de governar e o maior partido da oposição perde o melhor do seu tempo a discutir hipotéticas revisões constitucionais que revelam, antes de mais, o absoluto desnorte que reina no PSD. Se no que toca ao Governo o diagnóstico é por demais conhecido (um bando incapacitado, atrelado a um primeiro-ministro que mantém contactos cada vez mais intermitentes com a realidade), o caso do PSD revela uma surpreendente (e exuberante) tendência para a asneira que não se compadece com qualquer tipo de voo alternativo.

Em meia dúzia de meses, o dr. Passos Coelho, essa promessa do liberalismo indígena, conseguiu a extraordinária proeza de içar o engº Sócrates do fundo das sondagens para os primeiros lugares das mesmas, exactamente na altura em que os erros do Governo são cada vez mais perceptíveis. A receita para este fulminante sucesso não desperdiçou os mais elementares ingredientes. Antes de mais, arrancou com um projecto de revisão constitucional (que rapidamente se transformou num anteprojecto) recheado de propostas inconsequentes e de contradições insanáveis. Entre a justa causa e a razão atendível, o arranque teve, como é óbvio, o condão de transformar o engº Sócrates numa espécie de garante do Estado Social, disfarçando naturalmente o óbvio. Ou seja, que o principal responsável pela destruição do dito Estado Social é a política económica seguida por este Governo – à qual, diga--se de passagem, o PSD deu seu aval quando negociou as medidas incluídas no PEC II.

O folhetim prolongou-se pelas férias e marcou presença nas chamadas rentrées do PS e do PSD ao mesmo tempo que se avançava, em força, para uma nova polémica em torno do Orçamento. No Pontal, o dr. Passos Coelho anunciou as suas "condições mínimas", anunciando simultaneamente que tinha acordado para os cortes das deduções fiscais – que, na sua opinião, eram inegociáveis. Entretanto, o dr. Relvas decidiu negociar o que era inegociável, avançando com uma proposta que foi devidamente desautorizada pela direcção do partido – direcção esta que foi ontem surpreendida pelas declarações do dr. Passos Coelho, em Bruxelas, nas quais admitia que podia haver aumento de impostos desde houvesse cortes na despesa. Não sei que novidades nos reservará o PSD para amanhã: mas pior do que tem feito é quase impossível. E digo quase porque no PSD não há impossíveis."

domingo, 12 de setembro de 2010

Escolhas

Os partidos políticos e a comunicação social alinhada continuam a intoxicar a opinião publica com as escolhas que o povo vai ser chamado a fazer no próximo ano.

Para Presidente da Republica a escolha é entre um dos maiores responsáveis pela ruína em que o País se encontra, Cavaco Silva e um auto-intitulado poeta que apresenta como sua maior mais valia o facto de bter sido desertor e traidor à Pátria.

As manchetes de hoje apresentam este "paladino da liberdade" como feroz defensor do estado social, prometendo vetar qualquer tentativa de acabar com a saúde e educação para todos.

A verdade é que isto só demonstra a falta de carácter deste candidato.

Enquanto deputado no Parlamento, teve algum protagonismo ao votar contra leis propostas pelo seu partido, o PS, que visavam reduzir as prestações e efeitos sociais o que acabou por lhe valer o apoio do Bloco de Esquerda.

No entanto, para beneficiar do apoio do PS, teve de "vender a alma" a Sócrates e começar a alinhar posições com o discurso oficial socialista.

Já Cavaco Silva parece estar apenas interessado no seu próprio umbigo ou seja, na sua re-eleição, clamando por estabilidade a qualquer custo, fazendo apelos repetidos para que PS e PSD se entendam na questão do orçamento para 2011.

Algumas (poucas) vozes dentro do PSD têm vindo dizer que mais vale uma crise politica que um mau orçamento mas a influência Cavaquista é grande demais para ser ignorada.

Cavaco Silva está-se nas tintas para o País e para o povo.

A sua cobertura às péssimas politicas impostas pelo (des)Governo socialista de José Sócrates mostram bem o seu alheamento em relação às dificuldades reais do País e não são meras palavras a falar do desemprego que lhe dão maior credibilidade.

Por enquanto e para a Presidência da Republica há três outros candidatos.

Um Socialista que não se percebe o que quer, Defensor Moura, o candidato oficial do Partido Comunista, Francisco Lopes, e Fernando Nobre, presidente da AMI- Assistência Médica Internacional, conhecido por ser uma excelente pessoa mas, por não ter apoio partidário, sem qualquer hipótese de ser eleito.

Já para o próximo governo a escolha recai entre o PS de José Sócrates, novamente, e o "novo" e "reformista" PSD de Passos Coelho.

É absolutamente espantoso como ainda há quem queira Sócrates novamente à frente do governo apesar de todos os disparates que fez, da destruição que causou na economia nacional e da enorme diminuição da qualidade de vida dos cidadãos.

As ultimas sondagens dão um empate técnico entre os dois partidos, depois de Passos Coelho ter dado um tiro no pé quando apresentou as propostas de revisão constitucional que visam alterar a forma como se processa a saúde publica, a educação gratuita e a justa causa no desemprego.

A diferença entre Sócrates e Passos Coelho é que enquanto o primeiro não tem uma unia ideia na ignorante e incompetente cabeça, o segundo tem uma ou outra ideia própria. Ideias completamente erradas, é certo, mas mesmo assim, ideias dele mesmo.

Como se vê, as escolhas que pretendem vender ao povo não são brilhantes.

Será que não há alternativa?

Há sim, mas vai demorar e implica romper com o marasmo partidário.

Há sim, mas implica que os cidadãos de deixem de comodismo e não se deixem tentar pela abstenção.

Abster-se e não comparecer nas mesas de voto representa um completo alheamento sobre o que se passa no País e permite que os partidos continuem a dominar a politica.

A alternativa é ir votar e votar em branco.

Votar em branco é muito diferente da abstenção pois mostra que há interesse suficiente para se deslocar à mesa de voto e que não se quer nenhuma das escolhas constantes no boletim de voto.

Votar em branco é, à falta de melhor, a única alternativa que se coloca ao povo português.

Há que mostrar aos políticos partidários que não os queremos mais à frente dos destinos do País.

Quando os votos em branco forem em maior numero que os dos votos nos partidos ... alguma coisa irá mudar.

Votem em BRANCO!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Negócios escuros

O fim de Agosto ficou marcado, politicamente, pelas rentrées dos partidos políticos.

O PSD primeiro, no Algarve, em que Passos Coelho afirmou não aprovar o orçamento para 2011 se este contivesse aumento de impostos, nem que fosse pela via indirecta da redução dos benefícios fiscais.

Uma semana depois foi a vez do PS em Mangualde, em que Sócrates ripostou não estar disposto a trocar a aprovação do orçamento pela revisão constitucional falada pelo PSD.

De um lado e outro apareceram os diligentes lacaios do costume a interpretar e a defender as palavras dos chefes até que Cavaco Silva entendeu acabar com a brincadeira e “mandou” que os dois se entendessem para aprovar o orçamento. O resultado está à vista nos jornais de hoje.

Diário de Noticias:
“PSD dá primeiro passo para negociar Orçamento”
“O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, admitiu ontem, na abertura da Universidade de Verão do PSD, que o partido aceita discutir com José Sócrates a limitação que o Governo quer impor às deduções fiscais já em 2011.”

Diário Económico:
“PS abre a porta a negociar próximo Orçamento com o PSD”
“Os socialistas mostram abertura para acolher as propostas dos social-democratas desde que apresentadas "à mesa das negociações" e não em "tom de ameaça e ultimato", diz Vitalino Canas.”

Ao que parece, as posições antagónicas extremadas das passadas semanas foram apenas para “inglês” ver, sem qualquer tipo de consequência. Razão parecem ter tido os partidos de esquerda, PCP e BE, que diziam estarmos a assistir a arrufos de namorados.

Enquanto isso os problemas do País continuam por resolver.

Correio da Manhã:
“Desempregados em Portugal ultrapassam os 600 mil”
“O Eurostat reviu esta segunda-feira em alta a taxa de desemprego em Portugal de Maio e Junho para um máximo de 11 por cento e confirmou que a taxa de desemprego em Julho recuou para 10,8 por cento.”

Jornal de Noticias:
“Passes escolares em risco se Governo não pagar dívida a transportadoras”
“A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros ameaça deixar de vender o passe sub_23@superior.pt, destinado a estudantes do Ensino Superior, se até quinta-feira o Governo não garantir o pagamento das dívidas.”

I:
“Portugal tem o segundo gasóleo mais caro da União Europeia”
“O preço sem impostos do gasóleo em Portugal foi, na terceira semana de Agosto, o segundo mais caro da União Europeia a 27. E esta situação dura desde o início de Agosto, há três semanas consecutivas. Só a Grécia pratica um valor mais alto.”

Enquanto isso, PS e PSD andam ocupados a “assobiar para o lado”.

Publico:
“Livro Branco das empresas municipais”
“Três anos depois de ter entrado em vigor o novo regime jurídico do sector empresarial local, o Governo decidiu agora criar um grupo de trabalho para fazer um diagnóstico do sector e avaliar "o seu impacto na economia e nas finanças locais".
Mais uma iniciativa socialista para ocupar e PAGAR mais uns socialistas.
No grupo vão colaborar antigos governantes, como o ex-secretário de Estado do Ordenamento, João Ferrão, ou o ex-secretário de Estado adjunto da Economia, Franquelim Alves, além do secretário-geral da Associação Nacional de Municípios Artur Trindade, do jornalista António Perez Metelo, do administrador dos CTT, Luís Nazaré, etc, etc, etc.

Correio da Manhã:
“Sócrates tem a síndroma da bruxa má”
Na abertura da oitava edição da Universidade de Verão do partido o secretário-geral, Miguel Relvas (o tal que já está disposto a negociar os cortes nas deduções fiscais) acusou ontem José Sócrates de sofrer da síndroma de bruxa má, porque todos os dias se vê ao espelho e diz, como na história infantil, "espelho meu, espelho meu, quem é melhor do que eu".
À pala de debater os problemas do País esta universidade de verão junta os mais “promissores” jovens que por aí andam na juventude do partido e trata de lhes ensinar os truques e os ardis da politica.

A tudo isto vai o povo assistindo, com uma sensação de quase total impotência.

Nas palavras de Filomena Cautela, actriz e apresentadora do programa “5 para a meia-noite” à segunda-feira, tudo isto teria alguma piada se não fosse verdade.

domingo, 29 de agosto de 2010

Os passarões

Cavaco Silva voltou de férias e falou.

Esta é a manchete dos jornais de hoje, 29 de Agosto, dando conta que o “Excelentíssimo” Presidente da republica, dito presidente de todos os portugueses, não espera «instabilidade política» em torno do Orçamento para 2011.

«Não vale a pena fazer dramatismos, nem em relação ao OE, porque não se conhece ainda nenhum orçamento, nem em relação à revisão constitucional, porque não está em curso nenhum projecto de revisão constitucional», disse Cavaco.

Em termos políticos Cavaco foi claro.
Não quer instabilidade, pede ao PS e PSD que viabilizem o Orçamento 2011 e dá uma bóia de salvação a Passos Coelho para o resgatar do disparatado projecto de revisão constitucional recentemente anunciado.

Enquanto isso, na rentrée do CDS-PP, Paulo Portas apresentou propostas para o emprego, saúde, educação e segurança ao mesmo tempo que criticou Sócrates e Passos Coelho por não terem aceite a sua proposta para um governo tripartido em que ele entrasse.

No outro lado do espectro politico, enquanto os comunistas estiveram entretidos a lançar o “camarada” Chico Lopes a candidato a presidente da republica, o bloco de esquerda manteve-se mudo e calado parecendo estarem todos ainda de férias.

Em 1963 Hitchock, o mestre do suspense, deu-nos um dos seus filmes mais conhecidos, “Os pássaros”, em que bandos de pássaros aterrorizam uma pacata cidade à beira-mar.

A actual situação politica nacional lembra esse filme, sendo Cavaco Silva, Sócrates, Passos Coelho, Paulo Portas “os passarões” que pairam e aterrorizam o país deixando-nos em suspense.

Cavaco vai recandidatar-se?
O PSD vai deixar aumentar os impostos?
O PS vai deixar rever a Constituição?
O Governo vai reduzir os institutos públicos e cortar na despesa inútil?
Que outros ataques têm o PS e o PSD preparados para desferir sobre o povo?

Os restantes políticos servem para engrossar o bando preocupados que estão com os seus próprios umbigos e completamente alheios ao interesse nacional.

É forçoso correr com esta gentalha!

Felizmente mais e mais gente está a chegar à mesma conclusão e cada vez são mais as vozes que o dizem abertamente.

Há uma semana atrás, num dos melhores programas televisivos de debate politico actuais, “Plano inclinado” da SIC noticias, o moderador Mário Crespo, os seus habituais comentadores Medina Carreira e João Duque e o convidado da noite Vitor Bento, economista, presidente do conselho de administração da SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços) e Conselheiro de Estado, todos foram unânimes a dizer que é necessário acabar com os políticos partidários.

A verdade é que a mudança pode estar mais perto do que os políticos pensam.
Ao contrário do que eles julgam o povo já não é estúpido!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gentalha socialista

Este texto do jornalista António Ribeiro Ferreira, hoje publicado no Correio da Manhã, é pequeno mas suficientemente certeiro na apreciação que faz.

"Por mais quilómetros de estrada que façamos, por onde ele passa, o afecto, o carinho, a admiração e reconhecimento estão sempre presentes na atitude das pessoas."

"Esta frase imbecil podia ter sido escrita por um reles propagandista de Estaline, Hitler ou de qualquer outro bandido que ainda anda por aí a infernizar a vida de muita gente.

Podia, mas não foi. As palavras são de um senhor que é do Secretariado do PS e chefe de gabinete do secretário-geral. É evidente que valem o que valem. Mas dizem muito do estado a que chegou o partido fundado por Mário Soares. O culto da personalidade, o medo e a subserviência são marcas óbvias da liderança do engenheiro relativo.

Acompanhadas, obviamente, de uma enorme tacanhez e pobreza de espírito. Pobre povo que tem de aturar gentalha desta."

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A poupadinha mãe de Sócrates

O texto a seguir apresentado anda a circular na net há algum tempo e, até agora, ninguém apareceu a desmenti-lo.
Trata-se de mais um prego no caixão da "honradez" do nosso Primeiro Ministro.
José Sócrates é não só o pior governante que o País alguma vez teve como, ainda por cima, é corrupto e corruptos são também os facínoras que tomaram conta do partido socialista e do aparelho de estado.
Bem podem vir todos os Pintos Ribeiros e Cândidas Almeidas dizer que ele não é suspeito de nada, que não cometeu nenhuma irregularidade, etc, etc, etc, mas um dia a verdade há-de vir ao de cima.

"A mamã Adelaide e a misteriosa pensão superior a 3000 euros

Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, “viveu modestamente em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis…”.(24 H)

Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) .

Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano.

Neste mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250 €.(CM), o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da Segurança Social nem a CGA.

Entretanto morre o pai (Júlio Araújo Monteiro) que lhe deixa “uma pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje” (24H).

Por que neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança Social (organismo público que faz a gestão do orçamento da Segurança Social) uma pensão superior a 3.000 € (CM), seria lícito deduzir – caso não tivesse tido outro emprego a partir dos 65 anos - que ,considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a mesma lhe teria sido concedida em 1996 (1931+ 65). Só que, por que em 1998 a dita pensão não consta dos seus rendimentos, forçoso será considerar que a partir desse mesmo ano, 1998 desempenhou um lugar que lhe acabou por garantir uma pensão de (vamos por baixo): 3.000 €.

Abstraindo a aplicação da esdrúxula forma de cálculo actual, a pensão teria sido calculada sobre os 10 melhores anos de 15 anos de contribuições, com um valor de 2% /ano e uma taxa global de pensão de 80%.

Por que a “pequena fortuna “ não conta para a pensão; por que o I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que paga dividendos face a investimentos ali feitos (depósitos); por que em 1998 o seu rendimento foi de 250 €; para poder usufruir em 2008 uma pensão de 3.000 €, será por que (ainda que considerando que já descontava para a Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para poder ter direito a pensão), durante o período (pós 1998), nos ditos melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal, que deu uma média de 3.750 €/mês para efeitos do cálculo da pensão final. (3.750 x 80% = 3.000).

Ora, como uma pensão de 3.000 €, não se identifica com os “rendimentos “ provenientes da pequena fortuna do pai, a senhora tem uma pensão acrescida de outros rendimentos.

Como em nenhum dos jornais se fala em habilitações que a senhora tenha adquirido, que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço doméstico remunerado, parece poder depreender-se que as habilitações que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha quando ocupou o tal lugar que lhe rendeu os ditos 3.750 €/mês.

Pode-se saber qual foram as funções desempenhadas que lhe permitiram poder receber tal pensão?

E há mais...

A Adelaide comprou um apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiriu o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de 224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).

Ora vejam lá como a senhora deve ter sido poupadinha durante toda a vida.

Com um rendimento anual de 50 contos, que nem dá para comprar um mínimo de alimentação mensal, ainda conseguiu juntar 224.000 euros para comprar um apartamento de luxo, não em Oeiras ou Almada, na Picheleira ou no Bairro Santos, mas no fabuloso edifício Heron, no nº40, da rua Braamcamp, a escassos metros do Marquês de Pombal e numadas mais nobres e caras zonas de Lisboa.

Notável exemplo de vida espartana que permitiu juntar uns dinheiritos largos para comprar casa no inverno da velhice.

Vocês lembram-se daquela ideia genial do Teixeira dos Santos, que queria que pagássemos imposto se déssemos 500 euros aos filhos ?

Quem terá ajudado, com algum cacau, para que uma cidadã, que declarou às Finanças um rendimento mensal de 50 contos, pudesse pagar A PRONTO, a uma sociedade OFFSHORE, os tais 224.000 euros ?"

E, já agora, onde e como terá arranjada tanto cacau?

De certeza que não foi com o vencimento de deputado, nem mesmo de ministro!

Mas há mais ...

Ao que parece os valores declarados na compra dos dois apartamentos de Sócrates e da mãe estão muito abaixo dos preços praticados no edifício.

Os socretinos apressaram-se a dizer que o seu líder, como bom chico-esperto, soube aproveitar uma boa oportunidade. O comum dos mortais interroga-se se o negócio não serviu para pagar favores a alguém, tipo Freeport, para não falar já da fuga aos impostos.

Os documentos sobre estas aquisições estão fechados na PJ de Setúbal à ordem da inspectora que iniciou a investigação mas que, a certo ponto, começou a ser intima dos adjuntos de Sócrates.

Naturalmente que tais documentos nunca foram englobados na investigação e, sabemos agora pelos jornais, mesmo a eventual fuga aos impostos já prescreveu.

Coincidências?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Honra? Qual honra?

Para defender a "honra" Pedro Silva Pereira, actual Ministro da Presidência e, à data dos factos do Freeport, Secretário de Estado do ordenamento do território no Ministério do Ambiente do então Ministro do Ambiente José Sócrates, veio à SIC Noticias às 22:00 de ontem, terça-feira 3 de Agosto de 2010 e MENTIU em directo.

Disse, várias vezes, este "honrado" governante socialista, que o despacho dos procuradores que investigaram o caso Freeport obriga-o a vir defender a sua honra e o seu bom nome na comunicação social já que, nas suas palavras, nada teve a ver com o licenciamento do outlet.

Acrescentou, no entanto, que apenas autorizou a alteração da Zona de Protecção Especial (ZPE) do Tejo que exclui o terreno onde o Freeport está implantado e aqui é onde Pedro Silva Pereira mente com quantos dentes tem na boca e não é a primeira vez que o faz em directo nas televisões.

Diz este "honrado" governante socialista que a alteração da ZPE, por ter sido feita em Maio de 2002, não teve efeitos no licenciamento que aconteceu em Março desse ano.

FALSO! Pedro Silva Pereira MENTE!

Quer a alteração da ZPE quer o licenciamento foram aprovados no mesmo dia, no mesmo Conselho de Ministros, o ultimo do governo de António Guterres, já em gestão e a três dias das eleições legislativas que afastaram o PS do poder.

Pedro Silva Pereira refugia-se no formalismo da alteração da ZPE ter ficado efectiva apenas quando da publicação, em Maio, no Diário da Republica mas isso não altera o facto de ter sido decidida dois meses antes e muito menos invalida as suspeitas de corrupção que envolvem este caso.

Tendo, mais uma vez, mentido em directo, pode perguntar-se a propósito deste "honrado" ministro socialista ... qual honra?

Se este mente será de esperar que os outros também "honrados" governantes socialistas, Sócrates e restante corja, estejam inocentes e digam a verdade?

E no Pai Natal, também acreditam?