DERRUBAR O GOVERNO É OBRIGAÇÃO PATRIÓTICA

O inutil Cavaco Silva deu carta branca ao atrasado mental Passos Coelho para continuar a destruir Portugal e reduzir os portugueses a escravos da ganância dos donos do dinheiro.
Um governo cuja missão é roubar recursos e dinheiro às pessoas, às empresas, ao país em geral, para os entregar de mão beijada aos bancos e aos especuladores é um governo que não defende o interesse nacional e, por isso, tem de ser corrido o mais depressa possivel.
Se de Cavaco nada podemos esperar, resta a luta directa para o conseguirmos.
Na rua, nas empresas, nas redes sociais, há que fomentar a revolta, a rebelião, a desobediência, mostrar bem que o povo está contra Passos Coelho, Portas e os outros imbecis que o acompanham e tudo fazer para ajudar à sua queda.
REVOLTEM-SE!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Os culpados escapam sempre

Mais um excelente texto de Baptista Bastos hoje publicado no Diário de Noticias.

"Os culpados escapam sempre"

" O Orçamento, aquilo que dele conhecemos, impõe-nos a obediência total a uma tremenda iniquidade. Falemos de servidão, afinal o que as circunstâncias favorecem: não podemos desobedecer porque o imposto de submissão, engendrado pelo Governo PS, abate-se sobre nós, e responsabiliza-nos sob a fórmula de "o interesse nacional". Expressão cuja lógica é a de comprometer toda a gente menos aqueles que, rigorosamente, são os culpados. O clamor de protestos que se escuta por aqui e por ali conduz-nos ao carácter relacional do poder. E induz-nos a reflectir sobre a sua natureza. No caso português, sobre a monstruosidade das suas aberrações.

A crise do sistema prolonga a argumentação deste Governo que não soube prever as condições históricas, nas quais o capitalismo se movia, e oculta as suas derivas e as suas incompetências com uma retórica "balsâmica". Ouve-se o primeiro-ministro e não se consegue descortinar onde está o "normal" e o "patológico". Mas também não distinguimos os objectivos de Passos Coelho, com o carácter das suas ofensivas sociais e a qualidade da democracia que diz defender. Que raio de democracia é esta, a de Passos, e aquela sob cujo paradigma temos vivido?

A encruzilhada na qual o País convenciona a sua perplexidade é bem pior do que a questão económico-financeira. É a ausência de alternativa. O Governo estrebucha. O PSD não serve. O rotativismo resultou neste imbróglio onde inexiste a racionalidade política, e as excrescências do improviso e as técnicas impositivas (para não dizer: repressivas) se sobrepõem aos próprios conceitos de democracia. Quando vinte por cento da população vivem abaixo do limiar da pobreza, e cerca de 600 mil portugueses estão desempregados; quando a nossa mocidade vai embora e licenciados ganham a vida nas caixas registadoras de supermercados, está estabelecida uma desapropriação social horrorosa. Goste-se ou não, foi-nos imposta uma forma de sociedade totalitária, sob a capa de "democracia de superfície". Nem o PS nem o PSD contrariaram a perda de valores e de padrões, comum à hierarquização do dinheiro que a nova ordem económica incutiu e estimulou.

As nossas sociedades actuais ainda dispõem das virtualidades, intrínsecas à ética republicana e à moral democrática? Em Portugal, muitos que beneficiaram da ruptura do 25 de Abril não são aqueles que pela liberdade se bateram e inúmeros perigos correram. Não há um destes, um sequer, que tenha três e quatro reformas; ou que receba, mensalmente, 3500 escudos (moeda antiga) de pensão vitalícia e actualizada, por seis meses de funções numa poderosa instituição bancária pública.

Vê-se a dificuldade da questão. Mas alguma coisa tem de ser feita. Os bárbaros estão às portas de Bizâncio."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CHEGA!

Há que acabar com estas situações.

No seu blog "desmitos" (http://desmitos.blogspot.com/), o economista Álvaro Santos Pereira denuncia a entrega de metade das receitas previstas com o aumento do IVA a uma das empresas do universo Mota-Engil do socialista Jorge Coelho.

O assunto é tão importante como escandaloso, pelo que o reproduzimos aqui.

"SUBIR O IVA OU AJUDAR A ASCENDI?"

"Sabia que mais de metade das receitas projectadas com a subida do IVA vão "direitinhas" para os cofres de uma empresa privada? Sabia que as transferências dos dinheiros do Estado para esta empresa equivalem a mais de metade das poupanças arrecadadas com o corte de salários dos funcionários públicos?

Pois é, é verdade. Pelo menos, é isso o que nos informa o Relatório do Orçamento de Estado para 2011. Como todos sabemos, o projecto de Orçamento de Estado do governo dá azo ao maior aumento da carga fiscal das últimas décadas. Sobe-se o IVA, o IRS, as contribuições sociais, bem como toda uma série de taxas que farão diminuir o rendimento disponível das famílias e aumentar os custos das empresas e dos consumidores. Cortaram-se ainda salários, prestações sociais, despesas com a Saúde e os gastos com a Educação. Tudo em prol do "interesse nacional". Porém, sabia que o mesmo governo que está a querer aumentar o IVA vai igualmente transferir 587,2 milhões de euros para a ASCENDI, com a desculpa de levar a cabo a "reposição da estabilidade financeira" da empresa? E que esse "reforço" equivale a um aumento de 289,6% das verbas pagas à ASCENDI em relação a 2010? (p. 212 do Relatório do OE 2011)

Quem é a ASCENDI? É uma das empresas que tem ajudado o governo na sua cruzada de "modernização" do país através da construção de mais de 850 quilómetros de auto-estradas em diversos pontos do país. E quem são os principais accionistas da ASCENDI? Depende da concessão em causa, mas são maioritariamente a Mota-Engil (entre 35% e 45% do total), a ES Concessões (detida pela Mota-Engil) e a OPway, entre outros.

Na sua mensagem de missão sobre a parceria da empresa com o nosso Estado, a ASCENDI revela bem o que lhe vai na alma: "Vemos o Estado Português como uma entidade que se confunde com o país, com o bem-estar e com o bem comum."

Pois é. E é esta "entidade que se confunde com o país" que prefere subir o IVA, taxar os contribuintes e cortar nas despesas da Educação e das prestações para reforçar a estabilidade financeira de uma empresa privada.

No entanto, se o Estado não tivesse interessado no "equilíbrio financeiro" da ASCENDI ou se, pelo menos, tivesse tentado renegociar contratos e prazos com esta empresa, talvez tivesse sido possível evitar parte do corte salarial dos funcionários públicos ou, pelo menos, evitar a subida do IVA em um ponto percentual.
Mas não. Afinal, por que é que haveríamos de nos preocupar com a descida do rendimento disponível dos portugueses ou com os efeitos recessivos que a subida do IVA provocará se o que está em causa é o "reforço da estabilidade financeira" da ASCENDI?"

Quanto mais tempo vai o povo aturar estes vigaristas à frente do governo do País?

No programa "Opinião Publica" desta manhã da SIC Noticias, um espectador disse que os militares deviam prender Sócrates e os seus capangas e julgá-los em tribunal marcial.

Parece que já faltou mais!

domingo, 17 de outubro de 2010

Responsabiliza-los

Pouco a pouco, jornal a jornal, programa a programa, mais e mais gente começa a ter consciência de como os políticos partidários têm, ao longo de muitos anos, desperdiçado e roubado os recursos do País e começam agora a falar em responsabiliza-los por isso.

Sábado, 16 de Outubro de 2010, programa "Plano inclinado" na SIC Noticias.

O moderador é Mário Crespo acompanhado, como sempre, por Medina Carreira e com os convidados João Cantiga Esteves e Tiago Caiado Guerreiro, ambos conhecidos comentadores de temas económicos.

Uma das conclusões finais do programa foi que a "sanção" de perder eleições e ir embora descansar não é suficiente.

Quem esbanja dinheiros públicos devia ser responsabilizado quer criminal quer patrimonialmente.

A verdade é que isto devia ser retroactivo até ao tempo de Cavaco Silva como primeiro-ministro já que é um dos maiores responsáveis pelo atraso em que o País se encontra tendo desperdiçado milhões e milhões de euros dos fundos europeus.

Pouco a pouco as consciências vão despertando e a esperança de mudança é agora real.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Canalhas

José Sócrates e o seu Ministro das finanças, Teixeira dos Santos, vão apresentar hoje o orçamento de estado para 2011 e, pelo que é já conhecido das suas linhas mestras, o País e o povo vão sofrer duramente com as medidas drásticas anunciadas.

Redução nos vencimentos dos funcionários públicos, maior carga fiscal sobre trabalhadores e reformados e redução dos apoios sociais.

São estas as receitas do incompetente Teixeira dos Santos, e que o imbecil Sócrates valida, para reduzir o défice e acalmar os "mercados" que nos emprestam dinheiro.

Do alto das suas chorudas pensões, os "notáveis" da nação aprovam as medidas propostas sem qualquer tipo de preocupação pelas dificuldades que o povo vai enfrentar e pela recessão que se vai fazer sentido na economia nacional.

Ao mesmo tempo que se vê uma brutal aumento na carga fiscal, com impostos a subirem a níveis nunca antes vistos para as familias, dizem estes governantes que vão criar um imposto especial para os bancos, variável entre 0.01 e 0.05 por cento e que vai incidir sobre os depósitos, Curiosamente, o presidente da CGD já afirmou que iria fazer passar esse valor aos clientes onerando os serviços e taxas.

Vê-se também não existir nenhuma medida para reduzir o desperdício do aparelho, não eliminando institutos, fundações, empresas publicas e outros organismos que servem apenas para colocar militantes socialistas.

Este aspecto foi ontem confirmado por Henrique Neto, empresário e destacado militante PS, que na TVI 24, afirmou alto e bom som que, na ultima reunião desse partido, Sócrates disse não poder tocar nesses organismos porque é aí que coloca os socialistas que lhe permitem controlar o aparelho partidário.

Nessa mesma noite e no mesmo canal de tv, Marques Mendes, ex líder do PSD, denunciou os aumentos nas chefias de algumas empresas do Estado, que variam de 34 a 65 por cento. Administração do Porto de Lisboa, CP e Carris são algumas das empresas que, ao mesmo tempo que dão enormes prejuízos, recompensam os seus administradores com estes escandalosos aumentos.

O que fazem Sócrates e Teixeira dos Santos a este respeito? Nada.

Aliás, é também sintomático que poucos dias antes de 29 de Setembro, o dia negro em que Sócrates anunciou as medidas de austeridade, o mesmo Sócrates renovou, por despacho, a colaboração de quatro assessores do seu gabinete. A justificação é que se trata de "cargos de nomeação política".

A revista "Sábado" da passada semana traz um interessante artigo sobre o que ganham os boys do PS nas empresas publicas. Esse artigo está agora disponível online e pode ser lido em http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/Dinheiro/Vazio-%28NAO-GRAVAR%29-%281%29.aspx.

Luis Nazaré, Ascenso Simões, Luis Patrão são os nomes mais conhecidos da lista, a que se juntam outros mais obscuros cujos únicos méritos conhecidos são a militância socialista.

Há uma palavra, um adjectivo, que bate certeiro em Sócrates e na escumalha que o acompanha:

CANALHAS

A tudo assiste o povo com resignação. com sentimentos mistos de revolta e de impotência, por se pensar nada ser possível fazer para acabar com esta situação.

Curiosamente muita gente olha para os partidos políticos como para os clubes de futebol e há quem diga que sempre votou no PS mas, porque eles se estão agora a "portar" tão mal, deixaram de votar.

Esta é uma situação que urge combater.

Está na hora do povo dizer BASTA e lutar contra a "oligarquia" partidária.

Está na hora de correr com os canalhas que estão a destruir o País.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Acabem com os vereadores

A actualidade politica do País está centrada na aprovação ou não do orçamento de estado que o (des)governo socialeiro de José Sócrates vai apresentar no parlamento.

A opinião geral é que o orçamento tem de ser aprovado sob pena do diluvio financeiro nos cair em cima se não for.

Dizem os arautos da desgraça que o FMI e os "mercados" nos levariam à bancarrota se o imbecil Sócrates se demitisse e o País ficasse sem governo e sem politicas económicas de combate ao deficit.

Nem vale a pena sequer falar sobre esta politica suicida de redução dos deficits levada a cabo na Europa neoliberal dominada pela Alemanha de Ângela Merkel, mas o que vale a pena é saber o que pode ser feito para reduzir a despesa dos estados sem ser à custa da redução dos salários e dos apoios sociais.

Correm por aí listas de entidades publicas que devem ser extintas.

Institutos, fundações, empresas publicas, já dissemos que a sua passagem a meras direcções gerais pouparia mais de 400 milhões de euros só por eliminar as administrações do entachados.

Mas há mais, muito mais, onde cortar assim haja vontade politica para o fazer.

Os vereadores das câmaras municipais são os próximos em linha para serem eliminados.

É sabido que esta gente, com ou sem pelouros atribuídos, arrastam atrás de si gabinetes de assessores, secretárias e adjuntos que custam os olhos da cara ao erário publico.

É também sabido que as funções dos vereadores podem ser desempenhadas mais eficazmente por serviços camarários com direcções nomeadas por critérios de competência e não por compadrio politico ou familiar.

Os vereadores são um sub-produto da chamada democracia autárquica pois existem para dar a ideia (falsa) de que as câmaras são, em si, organismos democráticos onde se debatem as ideias e os projectos para melhorar a vida dos munícipes.

Esse debate deveria ser feito a nível das assembleias municipais, que deveriam ter poder para viabilizar o que de bom saísse da cabeça dos presidentes das câmaras e chumbar o lixo que não fosse útil à população.

Assim houvesse coragem para alterar a Constituição e acabar com os vereadores e a despesa das autarquias baixaria drasticamente.

Não são só so seus vencimentos mas também os da suas cortes, as viaturas, os despesas de representação, etc, etc, etc.

O País ficava melhor sem vereadores.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eles protegem-se uns aos outros

Artigo de opinião de baptista Bastos hoje publicado no "Jornal de Negócios"

"Chegará o dia em que todos lhes pediremos contas."

"É uma frase extraída de um email que me enviaram. Temo que as coisas não irão passar-se rigorosamente assim. As alternâncias de poder, entre o PS e o PSD, têm permitido que eles se protejam e ocultem uns aos outros. Mentem, aldrabam, entram em conflito com as nossas carteiras, enriquecem, sucedem-se nos Governos, seguem a caminhada para gestores, administradores de instituições públicas, uma, duas, três reformas, e nada lhes acontece. A impunidade lavra nesta II República (os 48 anos de fascismo foram um interregno), e ninguém é responsável por coisa alguma.

A I República cometeu erros crassos, mas era constituída por homens virtuosos. E esta qualidade só pode ser omitida por "historiadores" de terceira divisão. O centenário da Implantação decorreu com a pompa que a efeméride merecia. Dois ou três preopinantes bolçaram umas injúrias, apagando com zelo os crimes monstruosos da monarquia. É lá com eles. Mas esses atropelos à verdade escarmenta-os como vulgares canalhas. Nada a fazer. Um canalha é um canalha, um canalha, um canalha.

A desgraça que tombou em Portugal resulta da pequenez do nosso espírito. Roma não pagava a traidores. Portugal promove-os. Os "políticos" que têm dirigido o País, desde a "normalização" de Novembro de 1975, são minúsculos morais ante a grandeza e a decência dos homens do 5 de Outubro. Ouvi, como muita gente, creio, os discursos de Sócrates e de Cavaco. A miséria do pensamento destes dois cavalheiros é proporcional ao seu espírito. Cavaco, esse, chega a ser deplorável, e até Luís Delgado lhe colocou reservas. Em forma e em conteúdo, tanto um como outro atingiram o grau zero da compreensão.

A fome alastra entre nós. Os ministros deviam vestir-se à paisana, deslocar-se até à Sopa do Sidónio, em frente à igreja dos Anjos, e indagar, junto daquelas centenas de desafortunados que se juntam, ali, diariamente, em busca de um pão e de uma sopa, a origem dos seus infortúnios. Obteriam respostas surpreendentemente dolorosas. Assinalamos o Ano da Pobreza e da Exclusão (parece que é assim a designação da piedosa lembrança), dizemos umas palavras comovidas, ou passamos indiferentes, ou entregamos um óbulo misericordioso, e desandamos para a nossa vidinha.

As coisas não acabam desse modo. A questão, a gravíssima questão, é política. E os responsáveis são, naturalmente, os políticos. Temos assistido à birra dos dois dirigentes do rotativismo. Um vai ser corrido, como tudo o faz supor. O outro, com as ameaças que faz, sobretudo à Constituição, fornece-os o retrato de uma completa distorção do País. Nem um nem outro servem. Então, quem? Depende de nós, aí sim, uma alteração de rumo.

Há anos que Portugal anda ao deus-dará. Nunca é de mais insistir na calamitosa herança do dr. Cavaco, um dos mais ineptos primeiros-ministros que tivemos. O monstruoso embuste criador em torno deste senhor é, ele mesmo, monstruoso. E os tenores que lhe entoam loas têm sido copiosamente beneficiados pelo "sistema". As coisas estão estruturadas e foram montadas de forma a não haver deslizes. E eles estão por toda a parte: nos jornais, nas televisões, nas rádios; nos "comentadores" que, sem sobressalto, transitam para as abas do poder, sem vergonha nem um pingo de compostura. Agora, anda por aí um, balofo e zeloso, ainda não há muito grave "analista", na televisão do Estado, dos fenómenos políticos circundantes. O caminho foi iniciado. Vejamos o que se segue.

O ambiente é de cortar à faca. Tenho por hábito percorrer as ruas de Lisboa, conversar com as pessoas, e cada dia me convenço mais de que estes cavalheiros estão a enfiar-nos numa camisa-de-onze varas - mas não sabem prever a explosão social que se aproxima. Penso no seguinte: se não estivéssemos inseridos nesta "União Europeia" (muito desavinda) a situação teria, certamente, tomado outro caminho. O que não impede de o desgosto, a inquietação e o desespero dos portugueses escolherem um atalho, de certeza mais agressivo e violento do que as marchas de protesto.

O que nos enoja é assistir às análises, aos prognósticos, aos palpites e às sugestões de bravos e distintos economistas, gente de alto préstimo e com duas e três reformas chorudas, a propor que se reduzam ainda mais os salários, e que caia nos lombos dos pobretanas o sarrafo das "restrições". Dizem eles que é para bem do "interesse nacional" expedito palavrão que tem encoberto as mais sórdidas infâmias."

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Do outro mundo

Constança Cunha e Sá, jornalista da TVI e do Correio da Manhã, é uma das vozes que mais certeiramente criticam o imbecil que temos à frente do governo, o primeiro-ministro José Sócrates.

O seu artigo de opinião hoje publicado no Correio da Manhã (transcrito a seguir) é mais um prego no caixão de Sócrates, mais um abrir de olhos para os que ainda se deixam seduzir pelas palavras sem valor de tal personagem.


"Do outro mundo"

"Já se sabia que, na dura cabecinha do engº Sócrates, o mundo mudava, com alguma frequência, em dois ou seis dias, consoante os erros do Governo e os estados de alma do primeiro-ministro.

Foi assim que surgiu, subitamente, dando cabo do mundo em que ele vivia, o PEC II e o seu famigerado aumento de impostos. O plano, congeminado com o PSD, tinha, na altura, a superior vantagem de suprir as nossas necessidades para os anos de 2010 e de 2011.

Quatro meses depois, ficamos a saber, pela voz do primeiro-ministro, que por força de um submarino o Governo não conseguiu sequer cumprir os objectivos que tinha anunciado para 2010. O mundo mudou? Aparentemente, sim. De repente, parece que deu à costa, vindo do nada, um submarino que o Governo só tencionava pagar em 2011 – e que seria de esperar, por isso, que estivesse incluído nas contas do PEC II, mas isso seria, de facto, esperar demasiado.

Já no que toca ao ano de 2011, o mundo não mudou: deu uma pirueta tal que "convenceu" finalmente o primeiro-ministro a anunciar medidas que ele, no mundo em que vivia, sempre negou que tomaria.

O preço desse convencimento tardio? Não existe. No seu mundo, o que conta são as responsabilidades dos outros: dos mercados, dos partidos da oposição, das previsões pessimistas, dos trabalhadores insatisfeitos, dos comentadores que o criticam e, por aí fora, numa lista infindável de culpados da qual, obviamente, ele não faz parte.

No seu mundo, o engº Sócrates é apenas, na sua infinita clemência, uma vítima das circunstâncias, ou seja, uma vítima do mundo onde não vive há muitos e bons anos. Infelizmente, esse mundo que tanto o surpreende, obrigando-o a dar, todos os dias, o dito por não dito, é aquilo que muito prosaicamente se chama realidade – e a realidade, como já deu provas mais do que suficientes, não se compadece com os "convencimentos" do primeiro-ministro.

Assim sendo, é natural que as garantias do primeiro-ministro se tenham transformado, com o tempo, numa série de palpites que têm o condão de nunca se realizarem. De palpite em palpite, de desastre em desastre, o engº Sócrates vai afundando o país num rol de medidas de austeridade, tomadas a eito, por imposição da União Europeia e dos mercados internacionais, sem que se consiga descortinar nelas uma linha de rumo minimamente credível.

Por junto, o primeiro-ministro limita-se a garantir que o crescimento do PIB se vai manter em 0,5 por cento apesar de reconhecer o efeito recessivo das medidas que anunciou. Um palpite, aliás, que já foi desmentido pelo FMI e pelo Banco de Portugal. Como seria de esperar."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Protesto contra o regime

Mais uma voz a lançar uma pedrada no charco que é a politica partidária portuguesa.

Desta vez é Pedro Tadeu, jornalista comentador do "Diário de Noticias", em texto de opinião hoje publicado nesse jornal e que aqui transcrevemos.

Está na hora do povo português se erguer e correr com a corja politico-partidária.

"Protesto contra o regime"

" Tentam convencer-nos que é mesmo inevitável o tipo de medidas que José Sócrates anunciou na semana passada. Dizem que para vencer uma crise, provocada por anos e anos de loucura no mundo da alta finança, por um lado, e por abuso irresponsável e corrupto dos recursos do Estado, por outro lado, os trabalhadores e a classe média terão de fazer enormes sacrifícios. Não há, garantem, outra alternativa.

Toda esta lógica de legitimação da pura injustiça, repetida vezes sem conta por políticos dos quadrantes políticos que têm governado Portugal, por economistas que dependem ou trabalham para o grande capital financeiro e por cronistas e jornalistas do regime, que apenas divergem na forma e não no essencial do conteúdo que opinam, tenta encaminhar-nos para o conformismo, para deixar cair os braços, para aceitar esta sentença sem que se recorra a qualquer apelo.

Explicam-nos que é a União Europeia a impor os cortes orçamentais e a contenção de despesa que ameaça levar à ruína as pessoas, os portugueses. Que esse sacrifício da vida real, que vai apanhar todos, é para tentar salvar as contas públicas, que apenas alguns geriram sem qualquer sentido de realismo e sem qualquer castigo. Adiantam--nos mesmo ser a chanceler alemã a forçar este tipo de gestão do Estado. E ninguém se preocupa por Portugal, que mal ou bem, com bons e maus governos, com tempos de fartura e outros de miséria, que sobreviveu independente e soberano mais de 800 anos, estar assim a prescindir de se governar a si próprio para tentar forçar rapidamente um hipotético e duvidoso equilíbrio financeiro.

E também já ninguém quer saber o que dizem inúmeros economistas americanos ou europeus, muitos deles tão embrulhados no regime político, na globalização e no poder financeiro quanto os que nos atazanam os ouvidos por cá, a jurar que estas medidas, estes cortes radicais, estas reduções de salários, estes aumentos de impostos, toda esta depressão que nos cai em cima, em vez de curar o doente vai matá-lo com o remédio.

E não é a discutir se José Sócrates mentiu ou não mentiu que algo de essencial se vai apurar. O que percebemos é que se tivéssemos outro primeiro-ministro comprometido com esta lógica da União Europeia e do mundo financeiro, não teríamos melhor sorte. O que percebemos é que quando o povo for protestar para a rua - porque os tempos o estão a obrigar a isso -, não fará apenas contra quem governa. O protesto, que se inicia com a greve geral de 24 de Novembro, pela primeira vez desde há pelo menos 20 ou 25 anos, fermenta pura revolta contra todo o regime. Isso é novo."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Afinal havia crise

Marques Mendes foi um principais ministros dos governos de Cavaco Silva e um dos seus sucessores na liderança do partido.

Nessas condições foi, também, um dos principais co-responsáveis pela base da situação a que chegou o País pelo que, normalmente, as sua opiniões não seriam dignas de nota.

No entanto, em artigo de opinião hoje publicado no "Correio da Manhã", e que é transcrito a seguir, Marques Mendes faz uma boa análise e síntese da actuação de José Sócrates enquanto Primeiro Ministro, propaganda, mentira e incompetência.

É incrível como, de acordo com as ultimas sondagens, ainda há um terço de portugueses que se deixam encantar pelas palavras do crápula e vigarista que tomou conta do partido socialista e, por arrastamento, do País.

"Afinal havia crise

Foi e é a propaganda a grande imagem deste governo. Eles nunca souberam governar.

Durante meses, o discurso oficial era categórico: Portugal estava no bom caminho, as previsões orçamentais estavam certas, éramos os campeões do crescimento na Europa, um verdadeiro caso de sucesso. Quando muitos vaticinavam a necessidade de mudar de vida, logo o governo os apelidava de profetas da desgraça. Onde muitos viam o país a resvalar para o precipício, o primeiro-ministro só descortinava razões para optimismo.

Até que surgiu o duríssimo programa de austeridade da semana passada. Um programa que chocou o país e fez muito boa gente abrir a boca de espanto e revolta. Afinal era tudo propaganda e mentira. Afinal havia crise.

Num ápice, caiu a máscara e todos pedem explicações. Afinal o que falhou? À boa maneira dos políticos sem vergonha, o primeiro-ministro não explica. Em duas programadas entrevistas televisivas, o Hugo Chávez à portuguesa despreza tudo – a verdade, a explicação, a inteligência dos portugueses.

Em boa verdade, não há nada a explicar. Está tudo explicado há muito tempo, em três palavras: irresponsabilidade, incompetência e propaganda. Só não vê quem não quer ver.

Foi a irresponsabilidade que conduziu em 2009 às eleições mais caras de sempre. Para sacar votos, mesmo hipotecando o futuro, Sócrates fez de tudo: aumentou em grande os funcionários públicos, o abono de família e as reformas, baixou o preço dos medicamentos, meteu dinheiro a eito nas empresas do regime, até acorreu com milhões ao BPN, tentando salvar com a política aquilo que era e é um caso de polícia. Com a mesma irresponsabilidade chegámos ao desastre deste ano – mais impostos e mais despesa, menos economia e menos emprego.

Foi a incompetência que nos trouxe até aqui – cinco anos de governação que empobreceram o país, com o défice mais alto de sempre, o maior desemprego de sempre, os impostos mais altos de sempre, a maior dívida pública de sempre, as maiores desigualdades sociais de sempre, a maior desfaçatez de sempre.

Foi e é a propaganda a grande imagem de marca deste governo. Eles nunca souberam governar. Especializaram-se, sim, na propaganda. Na arte de manobrar, controlar, mentir e enganar.

Só que não é possível enganar toda a gente durante o tempo todo. Por isso, o primeiro-ministro assinou na semana passada a sua própria certidão de óbito político. É que ninguém aceitará ser enganado durante mais tempo.

Pena é que, por descobrir a verdade, todos tenham de pagar esta factura pesada. Provavelmente por muitos e bons anos."

sábado, 2 de outubro de 2010

Zurrapa

Quinta-feira passada num colóquio na Universidade de Coimbra Mário Soares teve uma saída muito interessante.

Falando a propósito dos actuais lideres europeus comparou os políticos ao vinho dizendo que, sem que se saiba exactamente porquê, há épocas em que o vinho é esplêndido e outras em que simplesmente não presta.

Mário Soares deve saber o que diz.

Sendo um dos mais velhos políticos nacionais, ainda lúcido ao que parece, foi ele que nos fez entrar na Europa e é ele que recebe milhões de euros do orçamento de Estado, através da sua fundação, sem que se saiba muito bem para quê.

Transpondo as suas palavras para a politica nacional e, tendo sido ele um dos pais do nosso sistema politico partidário, só resta dizer que, neste momento, de Cavaco Silva, José Sócrates e Passos Coelho até ao ultimo deputado eleito pelo Bloco de Esquerda ou pelos Verdes, o que nos estão a servir é uma autêntica zurrapa feita a martelo pelas direcções partidárias.

Está na altura de os mandar a todos para o lixo da História!