DERRUBAR O GOVERNO É OBRIGAÇÃO PATRIÓTICA

O inutil Cavaco Silva deu carta branca ao atrasado mental Passos Coelho para continuar a destruir Portugal e reduzir os portugueses a escravos da ganância dos donos do dinheiro.
Um governo cuja missão é roubar recursos e dinheiro às pessoas, às empresas, ao país em geral, para os entregar de mão beijada aos bancos e aos especuladores é um governo que não defende o interesse nacional e, por isso, tem de ser corrido o mais depressa possivel.
Se de Cavaco nada podemos esperar, resta a luta directa para o conseguirmos.
Na rua, nas empresas, nas redes sociais, há que fomentar a revolta, a rebelião, a desobediência, mostrar bem que o povo está contra Passos Coelho, Portas e os outros imbecis que o acompanham e tudo fazer para ajudar à sua queda.
REVOLTEM-SE!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eles protegem-se uns aos outros

Artigo de opinião de baptista Bastos hoje publicado no "Jornal de Negócios"

"Chegará o dia em que todos lhes pediremos contas."

"É uma frase extraída de um email que me enviaram. Temo que as coisas não irão passar-se rigorosamente assim. As alternâncias de poder, entre o PS e o PSD, têm permitido que eles se protejam e ocultem uns aos outros. Mentem, aldrabam, entram em conflito com as nossas carteiras, enriquecem, sucedem-se nos Governos, seguem a caminhada para gestores, administradores de instituições públicas, uma, duas, três reformas, e nada lhes acontece. A impunidade lavra nesta II República (os 48 anos de fascismo foram um interregno), e ninguém é responsável por coisa alguma.

A I República cometeu erros crassos, mas era constituída por homens virtuosos. E esta qualidade só pode ser omitida por "historiadores" de terceira divisão. O centenário da Implantação decorreu com a pompa que a efeméride merecia. Dois ou três preopinantes bolçaram umas injúrias, apagando com zelo os crimes monstruosos da monarquia. É lá com eles. Mas esses atropelos à verdade escarmenta-os como vulgares canalhas. Nada a fazer. Um canalha é um canalha, um canalha, um canalha.

A desgraça que tombou em Portugal resulta da pequenez do nosso espírito. Roma não pagava a traidores. Portugal promove-os. Os "políticos" que têm dirigido o País, desde a "normalização" de Novembro de 1975, são minúsculos morais ante a grandeza e a decência dos homens do 5 de Outubro. Ouvi, como muita gente, creio, os discursos de Sócrates e de Cavaco. A miséria do pensamento destes dois cavalheiros é proporcional ao seu espírito. Cavaco, esse, chega a ser deplorável, e até Luís Delgado lhe colocou reservas. Em forma e em conteúdo, tanto um como outro atingiram o grau zero da compreensão.

A fome alastra entre nós. Os ministros deviam vestir-se à paisana, deslocar-se até à Sopa do Sidónio, em frente à igreja dos Anjos, e indagar, junto daquelas centenas de desafortunados que se juntam, ali, diariamente, em busca de um pão e de uma sopa, a origem dos seus infortúnios. Obteriam respostas surpreendentemente dolorosas. Assinalamos o Ano da Pobreza e da Exclusão (parece que é assim a designação da piedosa lembrança), dizemos umas palavras comovidas, ou passamos indiferentes, ou entregamos um óbulo misericordioso, e desandamos para a nossa vidinha.

As coisas não acabam desse modo. A questão, a gravíssima questão, é política. E os responsáveis são, naturalmente, os políticos. Temos assistido à birra dos dois dirigentes do rotativismo. Um vai ser corrido, como tudo o faz supor. O outro, com as ameaças que faz, sobretudo à Constituição, fornece-os o retrato de uma completa distorção do País. Nem um nem outro servem. Então, quem? Depende de nós, aí sim, uma alteração de rumo.

Há anos que Portugal anda ao deus-dará. Nunca é de mais insistir na calamitosa herança do dr. Cavaco, um dos mais ineptos primeiros-ministros que tivemos. O monstruoso embuste criador em torno deste senhor é, ele mesmo, monstruoso. E os tenores que lhe entoam loas têm sido copiosamente beneficiados pelo "sistema". As coisas estão estruturadas e foram montadas de forma a não haver deslizes. E eles estão por toda a parte: nos jornais, nas televisões, nas rádios; nos "comentadores" que, sem sobressalto, transitam para as abas do poder, sem vergonha nem um pingo de compostura. Agora, anda por aí um, balofo e zeloso, ainda não há muito grave "analista", na televisão do Estado, dos fenómenos políticos circundantes. O caminho foi iniciado. Vejamos o que se segue.

O ambiente é de cortar à faca. Tenho por hábito percorrer as ruas de Lisboa, conversar com as pessoas, e cada dia me convenço mais de que estes cavalheiros estão a enfiar-nos numa camisa-de-onze varas - mas não sabem prever a explosão social que se aproxima. Penso no seguinte: se não estivéssemos inseridos nesta "União Europeia" (muito desavinda) a situação teria, certamente, tomado outro caminho. O que não impede de o desgosto, a inquietação e o desespero dos portugueses escolherem um atalho, de certeza mais agressivo e violento do que as marchas de protesto.

O que nos enoja é assistir às análises, aos prognósticos, aos palpites e às sugestões de bravos e distintos economistas, gente de alto préstimo e com duas e três reformas chorudas, a propor que se reduzam ainda mais os salários, e que caia nos lombos dos pobretanas o sarrafo das "restrições". Dizem eles que é para bem do "interesse nacional" expedito palavrão que tem encoberto as mais sórdidas infâmias."

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Do outro mundo

Constança Cunha e Sá, jornalista da TVI e do Correio da Manhã, é uma das vozes que mais certeiramente criticam o imbecil que temos à frente do governo, o primeiro-ministro José Sócrates.

O seu artigo de opinião hoje publicado no Correio da Manhã (transcrito a seguir) é mais um prego no caixão de Sócrates, mais um abrir de olhos para os que ainda se deixam seduzir pelas palavras sem valor de tal personagem.


"Do outro mundo"

"Já se sabia que, na dura cabecinha do engº Sócrates, o mundo mudava, com alguma frequência, em dois ou seis dias, consoante os erros do Governo e os estados de alma do primeiro-ministro.

Foi assim que surgiu, subitamente, dando cabo do mundo em que ele vivia, o PEC II e o seu famigerado aumento de impostos. O plano, congeminado com o PSD, tinha, na altura, a superior vantagem de suprir as nossas necessidades para os anos de 2010 e de 2011.

Quatro meses depois, ficamos a saber, pela voz do primeiro-ministro, que por força de um submarino o Governo não conseguiu sequer cumprir os objectivos que tinha anunciado para 2010. O mundo mudou? Aparentemente, sim. De repente, parece que deu à costa, vindo do nada, um submarino que o Governo só tencionava pagar em 2011 – e que seria de esperar, por isso, que estivesse incluído nas contas do PEC II, mas isso seria, de facto, esperar demasiado.

Já no que toca ao ano de 2011, o mundo não mudou: deu uma pirueta tal que "convenceu" finalmente o primeiro-ministro a anunciar medidas que ele, no mundo em que vivia, sempre negou que tomaria.

O preço desse convencimento tardio? Não existe. No seu mundo, o que conta são as responsabilidades dos outros: dos mercados, dos partidos da oposição, das previsões pessimistas, dos trabalhadores insatisfeitos, dos comentadores que o criticam e, por aí fora, numa lista infindável de culpados da qual, obviamente, ele não faz parte.

No seu mundo, o engº Sócrates é apenas, na sua infinita clemência, uma vítima das circunstâncias, ou seja, uma vítima do mundo onde não vive há muitos e bons anos. Infelizmente, esse mundo que tanto o surpreende, obrigando-o a dar, todos os dias, o dito por não dito, é aquilo que muito prosaicamente se chama realidade – e a realidade, como já deu provas mais do que suficientes, não se compadece com os "convencimentos" do primeiro-ministro.

Assim sendo, é natural que as garantias do primeiro-ministro se tenham transformado, com o tempo, numa série de palpites que têm o condão de nunca se realizarem. De palpite em palpite, de desastre em desastre, o engº Sócrates vai afundando o país num rol de medidas de austeridade, tomadas a eito, por imposição da União Europeia e dos mercados internacionais, sem que se consiga descortinar nelas uma linha de rumo minimamente credível.

Por junto, o primeiro-ministro limita-se a garantir que o crescimento do PIB se vai manter em 0,5 por cento apesar de reconhecer o efeito recessivo das medidas que anunciou. Um palpite, aliás, que já foi desmentido pelo FMI e pelo Banco de Portugal. Como seria de esperar."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Protesto contra o regime

Mais uma voz a lançar uma pedrada no charco que é a politica partidária portuguesa.

Desta vez é Pedro Tadeu, jornalista comentador do "Diário de Noticias", em texto de opinião hoje publicado nesse jornal e que aqui transcrevemos.

Está na hora do povo português se erguer e correr com a corja politico-partidária.

"Protesto contra o regime"

" Tentam convencer-nos que é mesmo inevitável o tipo de medidas que José Sócrates anunciou na semana passada. Dizem que para vencer uma crise, provocada por anos e anos de loucura no mundo da alta finança, por um lado, e por abuso irresponsável e corrupto dos recursos do Estado, por outro lado, os trabalhadores e a classe média terão de fazer enormes sacrifícios. Não há, garantem, outra alternativa.

Toda esta lógica de legitimação da pura injustiça, repetida vezes sem conta por políticos dos quadrantes políticos que têm governado Portugal, por economistas que dependem ou trabalham para o grande capital financeiro e por cronistas e jornalistas do regime, que apenas divergem na forma e não no essencial do conteúdo que opinam, tenta encaminhar-nos para o conformismo, para deixar cair os braços, para aceitar esta sentença sem que se recorra a qualquer apelo.

Explicam-nos que é a União Europeia a impor os cortes orçamentais e a contenção de despesa que ameaça levar à ruína as pessoas, os portugueses. Que esse sacrifício da vida real, que vai apanhar todos, é para tentar salvar as contas públicas, que apenas alguns geriram sem qualquer sentido de realismo e sem qualquer castigo. Adiantam--nos mesmo ser a chanceler alemã a forçar este tipo de gestão do Estado. E ninguém se preocupa por Portugal, que mal ou bem, com bons e maus governos, com tempos de fartura e outros de miséria, que sobreviveu independente e soberano mais de 800 anos, estar assim a prescindir de se governar a si próprio para tentar forçar rapidamente um hipotético e duvidoso equilíbrio financeiro.

E também já ninguém quer saber o que dizem inúmeros economistas americanos ou europeus, muitos deles tão embrulhados no regime político, na globalização e no poder financeiro quanto os que nos atazanam os ouvidos por cá, a jurar que estas medidas, estes cortes radicais, estas reduções de salários, estes aumentos de impostos, toda esta depressão que nos cai em cima, em vez de curar o doente vai matá-lo com o remédio.

E não é a discutir se José Sócrates mentiu ou não mentiu que algo de essencial se vai apurar. O que percebemos é que se tivéssemos outro primeiro-ministro comprometido com esta lógica da União Europeia e do mundo financeiro, não teríamos melhor sorte. O que percebemos é que quando o povo for protestar para a rua - porque os tempos o estão a obrigar a isso -, não fará apenas contra quem governa. O protesto, que se inicia com a greve geral de 24 de Novembro, pela primeira vez desde há pelo menos 20 ou 25 anos, fermenta pura revolta contra todo o regime. Isso é novo."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Afinal havia crise

Marques Mendes foi um principais ministros dos governos de Cavaco Silva e um dos seus sucessores na liderança do partido.

Nessas condições foi, também, um dos principais co-responsáveis pela base da situação a que chegou o País pelo que, normalmente, as sua opiniões não seriam dignas de nota.

No entanto, em artigo de opinião hoje publicado no "Correio da Manhã", e que é transcrito a seguir, Marques Mendes faz uma boa análise e síntese da actuação de José Sócrates enquanto Primeiro Ministro, propaganda, mentira e incompetência.

É incrível como, de acordo com as ultimas sondagens, ainda há um terço de portugueses que se deixam encantar pelas palavras do crápula e vigarista que tomou conta do partido socialista e, por arrastamento, do País.

"Afinal havia crise

Foi e é a propaganda a grande imagem deste governo. Eles nunca souberam governar.

Durante meses, o discurso oficial era categórico: Portugal estava no bom caminho, as previsões orçamentais estavam certas, éramos os campeões do crescimento na Europa, um verdadeiro caso de sucesso. Quando muitos vaticinavam a necessidade de mudar de vida, logo o governo os apelidava de profetas da desgraça. Onde muitos viam o país a resvalar para o precipício, o primeiro-ministro só descortinava razões para optimismo.

Até que surgiu o duríssimo programa de austeridade da semana passada. Um programa que chocou o país e fez muito boa gente abrir a boca de espanto e revolta. Afinal era tudo propaganda e mentira. Afinal havia crise.

Num ápice, caiu a máscara e todos pedem explicações. Afinal o que falhou? À boa maneira dos políticos sem vergonha, o primeiro-ministro não explica. Em duas programadas entrevistas televisivas, o Hugo Chávez à portuguesa despreza tudo – a verdade, a explicação, a inteligência dos portugueses.

Em boa verdade, não há nada a explicar. Está tudo explicado há muito tempo, em três palavras: irresponsabilidade, incompetência e propaganda. Só não vê quem não quer ver.

Foi a irresponsabilidade que conduziu em 2009 às eleições mais caras de sempre. Para sacar votos, mesmo hipotecando o futuro, Sócrates fez de tudo: aumentou em grande os funcionários públicos, o abono de família e as reformas, baixou o preço dos medicamentos, meteu dinheiro a eito nas empresas do regime, até acorreu com milhões ao BPN, tentando salvar com a política aquilo que era e é um caso de polícia. Com a mesma irresponsabilidade chegámos ao desastre deste ano – mais impostos e mais despesa, menos economia e menos emprego.

Foi a incompetência que nos trouxe até aqui – cinco anos de governação que empobreceram o país, com o défice mais alto de sempre, o maior desemprego de sempre, os impostos mais altos de sempre, a maior dívida pública de sempre, as maiores desigualdades sociais de sempre, a maior desfaçatez de sempre.

Foi e é a propaganda a grande imagem de marca deste governo. Eles nunca souberam governar. Especializaram-se, sim, na propaganda. Na arte de manobrar, controlar, mentir e enganar.

Só que não é possível enganar toda a gente durante o tempo todo. Por isso, o primeiro-ministro assinou na semana passada a sua própria certidão de óbito político. É que ninguém aceitará ser enganado durante mais tempo.

Pena é que, por descobrir a verdade, todos tenham de pagar esta factura pesada. Provavelmente por muitos e bons anos."

sábado, 2 de outubro de 2010

Zurrapa

Quinta-feira passada num colóquio na Universidade de Coimbra Mário Soares teve uma saída muito interessante.

Falando a propósito dos actuais lideres europeus comparou os políticos ao vinho dizendo que, sem que se saiba exactamente porquê, há épocas em que o vinho é esplêndido e outras em que simplesmente não presta.

Mário Soares deve saber o que diz.

Sendo um dos mais velhos políticos nacionais, ainda lúcido ao que parece, foi ele que nos fez entrar na Europa e é ele que recebe milhões de euros do orçamento de Estado, através da sua fundação, sem que se saiba muito bem para quê.

Transpondo as suas palavras para a politica nacional e, tendo sido ele um dos pais do nosso sistema politico partidário, só resta dizer que, neste momento, de Cavaco Silva, José Sócrates e Passos Coelho até ao ultimo deputado eleito pelo Bloco de Esquerda ou pelos Verdes, o que nos estão a servir é uma autêntica zurrapa feita a martelo pelas direcções partidárias.

Está na altura de os mandar a todos para o lixo da História!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Há despesa e despesa

Ontem à noite, com pompa e circunstância, o incompetente primeiro-ministro José Sócrates e o seu incompetente ministro das finanças Teixeira dos Santos apresentaram as medidas de austeridade para o resto deste ano e para o orçamento de estado do próximo ano 2011.

Com cara de quem está a fazer uma grande coisa, Sócrates anunciou o corte da despesa do estado baseado em redução de vencimentos dos funcionários públicos, redução do abono de família, redução dos apoios sociais de inserção, tendo depois Teixeira dos Santos complementado com outros cortes a nível de saúde, etc, etc, etc,

Não falando já da outra parte da declaração em que Sócrates anunciou o aumento do iva para 23% e maiores reduções nas deduções fiscais, só resta perguntar:

ESTES GAJOS ESTÃO DOIDOS?

Há despesa e despesa.

Há boa despesa e má despesa.

Vão tirar apoios pessoais a quem mal consegue sobreviver durante o mês?

Vão cortar nos cuidados de prestação de saúde, nos meios de diagnóstico e nos medicamentos?

Vão cortar o abono de família a um casal que ganhe 600 euros por mês?

Curiosamente nada foi referido a propósito da redução dos organismos que promovem o tacho, institutos públicos, fundações, empresas publicas e municipais.

Noticias da semana passada dão conta da existência de quase 14 mil entidades que "mamam" no orçamento de estado à custa dos nossos impostos.

As contas são fáceis de fazer.

Cada um desses organismos tem, pelo menos, três administradores que recebem, no mínimo, 5 mil euros por mês de vencimento acrescido de outras despesas e mordomias. Não será muito errado, portanto, dizer que esses tachistas custam na ordem dos 20 mil euros por mês o que, multiplicado por 14 meses, equivale a 280 mil euros por ano.

Assim temos os seguintes números:

356 institutos públicos - 99 milhões e 680 mil euros

639 fundações - 178 milhões e 120 mil euros

343 empresas - 96 milhões e 40 mil euros

A soma deste regabofe é de 376 milhões e 640 mil euros ou seja quase 400 milhões de euros gastos em clientelas partidárias.

É esta a má despesa que tem de acabar, como tem de acabar o gasto de centenas de milhões de euros de consultorias externas pagas aos advogados e outros gabinetes "amigos do regime".

Acabem com a má despesa, parem de promover a miséria e a desigualdade social e depois façam um favor ao País.

DEMITAM-SE!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Rapaziadas

Pode gostar-se ou não do jornalista e autor Baptista Bastos mas ninguém pode negar que ele faz análises e criticas muito certeiras.

Aqui fica o seu texto de opinião hoje publicado no "Diário de Noticias".

"Rapaziadas

As últimas semanas foram copiosas em demonstrar que Portugal é um país para se levar pouco a sério. Dois rapazolas transformaram-no num terreiro de berlinde, cada um com um abafador que destinará quem venceu. O pior é que ninguém ganha e todos estamos a perder. Um deles possui um sentido circense que legitima todo o faz-de-conta. O outro manifesta uma devoção ingénua pelo poder que, na realidade, não possui. Ambos resultam desse milagre convencional que nos fez reféns de dois partidos desprovidos de grandeza, intelectualmente asténicos e politicamente impostores.

Na verdade, os dois partidos nunca foram grande coisa. Nas paredes das suas sedes estão retratos poéticos daqueles que os dirigiram. Percorremos o olhar por esses rostos líricos e chegamos a conclusões deploráveis. Poucos socialistas e poucos sociais-democratas. Há nomes cuja evocação lembra épocas festivas. Foram eliminados: eram socialistas ou sociais-democratas de intenção e decisão, coisa que não interessava a quem na sombra agia. É uma época ilustrada pela má-fé e frustrada pela traição.

Os dois mancebos que jogam o berlinde correspondem a uma inconsciência dócil, que opera no contexto histórico, e se esclarece nas relações de poder. São semelhantes na leviandade e na carência de conhecimentos. Nada mais do que isso. Não é só serem incredíveis. Sobretudo, são imaturos, ignorantes e tragicamente incapazes. Um deles já deu o que podia dar. E atingiu as funções que assume por completa ausência de antagonista. A dr.ª Manuela era um susto; e os seus antecessores, personagens menores de uma pungente ópera-bufa. Quanto ao outro rapazola, rapidamente se percebeu tratar-se de um moroso equívoco, uma bizarra consequência de época e, sobretudo, um produto incapaz de se conduzir a si próprio.

Estamos perante um imbróglio perturbador. E o dilema é este: como se passa do patológico para o normal? Ignoramo-lo. Desde a aparição mística do dr. Cavaco que aumentou o perigo de uma sociedade amolgada. Aquele senhor alimentava (e alimenta) um distorcido entendimento do que é a democracia. A década em que foi primeiro-ministro saldou-se pela recusa da modernidade e pela imposição de uma rigidez emocional que ainda hoje persiste. Pedra e betão substituíram a alma e a coragem.

As rapaziadas a que temos assistido procedem dessa cultura de ilusionismo que conduziu à relativa despersonalização do português, o qual vira no 25 de Abril uma porta de esperanças. O dr. Cavaco nada tinha ou tem a ver com o apostolado da liberdade. Ele nunca mexeu uma palha com esse objectivo. E até chegou a inventar uma rústica e grotesca história que o ungia como mosqueteiro da democracia. As rapaziadas destes rapazolas provêm da mesma matriz."

domingo, 26 de setembro de 2010

Consistência

Pedro Marques Lopes é um jornalista conhecido por ser um dos propagandistas de serviço do PSD pelo que os seus escritos tendem a ser tendenciosos e a seguir as linhas de orientação e propaganda daquele partido,

No entanto, o seu texto "Consistência" hoje publicado no "Diário de Noticias" prima pela isenção e faz uma excelente análise do desvario do governo socialista a propósito do orçamento de estado para 2011.

"Consistência"

"Todos sabemos que a última coisa que devemos perder é o sentido de humor, mas o secretário de Estado do Orçamento exagera.

Então não é que Emanuel Santos resolveu explicar que "a despesa total do Estado está a reduzir o seu ritmo de crescimento duma forma gradual e consistente", apesar de ter subido?

Que é assim como dizer: a despesa continua a crescer, mas agora cresce dum modo controlado. Ou melhor, até agora a despesa subia descontroladamente, daqui em diante continuará a subir - como efectivamente aconteceu -, mas agora os nossos responsáveis, num esforço titânico, resolveram olhar para ela.

Sim senhor, consistência é a assinatura deste Governo. Os impostos sobem de forma consistente, a despesa sobe duma forma consistentemente descontrolada e os apoios aos mais carenciados descem dum modo também consistente.

Não estamos a correr para o precipício de forma atabalhoada. Agora, sim, vamos duma maneira consistente e organizada.

Não há outra forma de o dizer: o Governo assumiu que nada quer fazer para estancar a hemorragia na despesa pública.

É que na mesma semana em que ficamos a saber que a despesa continua a crescer, fomos relembrados de que o endividamento total de apenas 18 empresas públicas atingiu 14,3 mil milhões de euros em 2009, mais 10% do que em 2008... e, claro, não estão nestas companhias contempladas as dívidas das nossas mui estimadas TAP e Estradas de Portugal. Bem sabemos que este endividamento e os prejuízos destas empresas não vêm directamente no Orçamento do Estado. Pois claro, adivinhem quem vai pagar os juros e as dívidas?

O ministro António Mendonça, sem se rir, afirmou ter já dado instruções às empresas para cumprirem as orientações para o controlo da dívida. Têm dado um resultadão as ordens do Sr. Ministro.

Também esta semana, o economista Cantiga Esteves revelou que existem 13 740 entidades que recebem dinheiros públicos. Só no âmbito do Orçamento do Estado, logo financiadas directamente por este, 356 institutos públicos, 639 fundações, 343 empresas municipais e 475 associações sem fins lucrativos. As outras, ou seja 11 927, estão fora do Orçamento. Adivinhem, mais uma vez, quem é que as paga?

Se nós não conhecêssemos o país em que vivemos poderíamos pensar que todas estas organizações fazem sentido. Só que a realidade é completamente diferente. A maioria esmagadora destas instituições são redundantes, inúteis e, em muitos casos, impedem o regular funcionamento de outras. Servem tão-só para satisfazer clientelas políticas. Quem é que não se recorda da Fundação para a Prevenção Rodoviária ou da empresa municipal para gerir o fundo remanescente para a reconstrução do Chiado?

Enquanto se vão sabendo dos milhões e milhões de euros que se vão alegremente gastando nestas inutilidades institucionais - fala-se da possibilidade de retirar o subsídio de Natal à função pública -, continua-se a retirar apoios sociais aos que mais precisam de ser ajudados pelo Estado, reduz-se a possibilidade de fazer deduções fiscais e, como não poderia deixar de ser, o Governo quer subir os impostos.

O Governo exige, aos outros, responsabilidade e credibilidade. Está, com certeza a olhar-se ao espelho.

O Executivo podia-nos dizer porque é que há quatro meses os aumentos de impostos constantes do PEC II eram suficientes para cumprir as metas do défice e agora já não são. É esta uma atitude dum Governo responsável?

Podia também elucidar-nos sobre as explicações que vai dar aos nossos credores e parceiros europeus quando lhes disser que se tinha enganado e que as medidas que garantiu serem as apropriadas afinal não eram. É isto que torna um país credível?

Será que o Governo, nomeadamente o ministro Teixeira dos Santos, pensa que já nos esquecemos dos aumentos aos funcionários públicos quando já toda a gente sabia da crise que aí vinha? E que dizer daquele "pequeno" engano no cálculo do défice de 2009?

O comportamento histérico que esta semana José Sócrates, Silva Pereira e Teixeira dos Santos exibiram não é inocente. É tão- -somente uma tentativa de criar uma cortina de fumo para que não sejam confrontados com aquelas simples questões - é bom que o PSD não se deixe enredar neste patético jogo.

Estas brincadeiras já não enganam ninguém. Os portugueses já sabem muito bem quem são os irresponsáveis."

Autor:
Pedro Marques Lopes, jornalista
Diário de Noticias, 26 de Setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Novas oportunidades

Noticia hoje o "Expresso" na sua primeira página que 530 alunos das "Novas Oportunidades" entraram directamente nas universidades sem terem acabado o ensino secundário.

São 530 chicos-espertos que, concorrendo deslealmente com todos os jovens que efectivamente se esforçaram em muitos anos de ensino regular, ocuparam vagas no ensino superior e, daqui a três anos, terão nas mãos um diploma de licenciatura.

Esta é uma situação que beneficia o principal mentor das tais "Novas Oportunidades", o (infelizmente para o País) Primeiro-Ministro José Sócrates.

São conhecidas as circunstâncias usadas por Sócrates para terminar a sua licenciatura em Engenharia Civil, numa universidade tão manhosa que acabou por ser encerrada, com um professor de várias cadeiras filiado no PS e antigo ocupante de cargos dirigentes nos governos socialistas de Guterres, que lança as classificações num domingo de Agosto, depois da prova final de "inglês técnico" ter sido enviada por fax redigida em papel timbrado do Ministério do Ambiente onde o examinando era Secretário de Estado.

Coincidências?

A verdade é que estamos no reino dos chicos-espertos onde a esperteza momentânea se sobrepõe às reais habilitações, onde os expedientes falam mais alto que a ética e os fura-vidas atingem niveis que, em situações normais, seriam apenas alcançados por quem de direito.

É este a situação que interessa a José Sócrates.

Quantos mais forem os licenciados em condições manhosas tão menos conspícua se torna a sua própria anormalidade.

Sócrates e a corja socialista que o acompanha pensam que repetir uma mentira vezes sem conta pode acabar por a transformar em verdade e o raciocínio neste caso é o mesmo.

Pouco lhes importa se estão a criar um País de iletrados, incapazes e inúteis.

Não são eles próprios uma cambada de incompetentes?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Deixem-nos ir

A propósito do orçamento de Estado para 2011 temos assistido ao esgrimir de argumentos entre o PS e o PSD.

Aumenta impostos, não aumenta impostos, reduz despesa, não reduz despesa, entrada do FMI no País, o passarão Cavaco Silva a exigir que os dois partidos se entendam para viabilizar o orçamento, são estas as noticias que têm preenchido as manchetes da comunicação social nos últimos dias.

Ontem, quinta-feira 23 de Setembro, no programa "Grande entrevista" de Judite de Sousa na RTP1, o mentiroso ministro da presidência Pedro Silva Pereira, a maquiavélica eminência parda por trás do imbecil José Sócrates, o primeiro ministro que não tem uma única ideia sua na cabeça, afirmou que se o orçamento não for aprovado não existirão condições para o governo continuar em funções.

Hoje, sexta-feira 24 de Setembro, na edição da manhã do programa "Opinião Publica" da SIC noticias, a opinião quase generalizada a este respeito era que, crise por crise, mais vale deixar os socialistas ir embora porque só estão a dar cabo do País e da economia.

Hoje também ficámos a saber, pelos jornais, que as sondagens dão um empate técnico nas intenções de voto nos dois partidos, PS e PSD, à roda de 36%.

A verdade é que, seja onde for, só se ouvem impressões negativas sobre o governo e sobre os partidos, pelo que as sondagens não reflectem a realidade.

A realidade é que os resultados eleitorais têm em conta apenas os votos "expressos" ou seja, aqueles que votam em partidos.

Votos brancos e nulos não contam para os resultados e a lei não lhes dá importância, como também não dá importância aos mais de 40% de abstenção verificada nos últimos actos eleitorais.

Num universo de 9 milhões e meio de eleitores, a abstenção de 40% representa quase quatro milhões, quatro milhões de cidadãos portugueses, maiores de idade e de ambos os sexos, que não se revêm neste sistema politico e eleitoral e que, por já não acreditarem, não se dão ao trabalho de ir votar.

Juntando estes quatro milhões aos que votaram nos partidos da oposição, mostram os números que mais de sete milhões de cidadãos portugueses não querem ser governados pelo partido socialista.

É esta a realidade dos números eleitorais em Portugal.

A corja socialista quer ir-se embora?

Deixem-nos ir!