DERRUBAR O GOVERNO É OBRIGAÇÃO PATRIÓTICA

O inutil Cavaco Silva deu carta branca ao atrasado mental Passos Coelho para continuar a destruir Portugal e reduzir os portugueses a escravos da ganância dos donos do dinheiro.
Um governo cuja missão é roubar recursos e dinheiro às pessoas, às empresas, ao país em geral, para os entregar de mão beijada aos bancos e aos especuladores é um governo que não defende o interesse nacional e, por isso, tem de ser corrido o mais depressa possivel.
Se de Cavaco nada podemos esperar, resta a luta directa para o conseguirmos.
Na rua, nas empresas, nas redes sociais, há que fomentar a revolta, a rebelião, a desobediência, mostrar bem que o povo está contra Passos Coelho, Portas e os outros imbecis que o acompanham e tudo fazer para ajudar à sua queda.
REVOLTEM-SE!

sexta-feira, 11 de março de 2011

A mediocridade dos políticos

O "jornal de negocios" publica hoje uma muito interessante reflexão de Fernando Braga de Matos* sobre a politica partidária em Portugal.

"A mediocridade dos políticos"

"(Onde o autor, membro de um país à rasca - não há exclusivos para a juventude - e à espera de regeneração, lembra que com sistema partidocrático e vencimentos medíocres obtêm-se políticos medíocres e, portanto, extremamente caros).

Quem não quereria ter uma elite nos órgãos públicos eleitos ou de nomeação política? A dita boa governança só acontece com métodos e princípios superiores, mas, se os agentes responsáveis não forem em conformidade, o resultado só pode ser negativo.

O estado catatónico a que chegamos tem aí uma das principais razões, conclusão muito pouco arriscada quanto mais não seja por exclusão de partes. O regime socialista de Estado excessivo e despesa a eito , pode explicar muita coisa, mas sem os políticos que lhe dão expressão não chegaria a este ponto. De resto, desde o 25 de Abril, fazendo 'pé sanga' no PREC e na Grande recessão, tudo correu bem, com inundações de fundos de coesão, alargamento de mercados, moeda sólida e juros baixos, oportunidades únicas que já não voltam. Mas com esta gente…

E como se atraem para a política os melhores valores? As motivações para a função são conhecidas: ideologia, vontade de serviço público, interesse em sobressair e exercer poder, remuneração atraente. No sistema constitucional, legal e prático que temos, a predominância dos partidos funciona como método de estiolar o talento e cativar a subserviência, ao mesmo tempo que captura o Estado e as suas ramificações nas empresas públicas e de prático monopólio.

Não se entra nas listas para o Parlamento a não ser dentro dos partidos e com beneplácito das chefias e a recompensa vai para a fidelidade e militância, preterindo a diferença, a ousadia e o mérito. Claro que nem todas as velas desta igreja ficam apagadas, mas que o incentivo para os melhores se desvanece, isso é incontestável, como se se tivesse descoberto uma rede donde foge o peixe mais valioso. Não se entra nas empresas do Estado ou de sua influência sem cartão do clube político e chega a ser deprimente como os partidos predominantes, principalmente o que está no poder há 15 anos menos 3, põem e dispõem sobre as nomeações, que até escorrem para os postos intermediários e menores. Há dias o presidente da Câmara de Guimarães vituperava a socialista presidente da "Capital Europeia da Cultura" por esta, pessoa aliás talentosa, ter contratado um também talentoso economista simpatizante do PSD!

Este autarca cometeu o erro de falar, ainda por cima achando desejável o sistema de designação por "boys", na expressão celebrizada por Guterres; agora imaginem o que não se passa pela calada. E ainda ficam postos de duplicação que servem para recompensa partidária, como os famosos governadores civis, ou as nomeações políticas para as direcções-gerais. É um Estado enorme que fica aguilhoado e incrustado de parasitas e lapas difíceis de extrair e, assim é seguro que de permanente só vamos ter a crise.

Por outro lado, uma motivação a todos dirigida está na remuneração, e esta , possivelmente, é das poucas que residualmente ficam entre as que citei acima, numa época em que os "ismos" quase desapareceram e o dever público é para candidatos à santidade. Então, com grande sentido de inoportunidade, sustento que os pobres dos políticos são claramente mal pagos se se lhes pede qualidade pessoal, integridade exemplar e resultados eficazes, e que, como se colhe o que se semeia, não teremos que nos queixar. Não vejo como se vai atrair sistematicamente para os mais altos cargos a nata profissional ou empresarial sem uma remuneração pelo menos aproximada ao que o mercado ou a carreira pagam ou pode vir a pagar no percurso da vida. Até dou de barato que essa gente tem paciência para se sujeitar à mais absoluta devassa, crítica acrítica e defensordemourismo, e que no pagamento não haveria por isso de se incluir um prémio .

Ora, a não ser eliminando o monopólio partidário absoluto e promovendo o pagamento generoso e transparente dos agentes políticos, estaremos continuadamente a incluir na carruagem da governação a incompetência, a corrupção, o nepotismo, a obscuridade dos interesses. O regime está a definhar e a morrer, já não há eleições que lhe valham dentro deste quadro, e coisas como estas são apenas pequenas partículas no caminho para a regeneração da república democrática."



* Advogado, autor de " Ganhar em Bolsa" (ed. D. Quixote), "Bolsa para Iniciados" e "Crónicas Politicamente Incorrectas" (ed. Presença). fbmatos1943@gmail.com

O "passarão" falou

Esta foi uma semana recheada de acontecimentos politicos.

Na quarta-feira foi a tomada de posse de Cavaco Silva para o seu segundo mandato como presidente da Republica.

No seu discurso fez uma análise da grave situação económica e social do País pondo as culpas em Sócrates e no seu (des)governo socialista.

Curiosamente esqueceu-se de referir que, enquanto primeiro-ministro, fez muito do que agora diz estar mal, desde o esbanjar de fundos europeus até à nomeação de PSDs para cargos na administração e nas empresas publicas.

Cavaco falou e os comentadores do costume logo se apressaram a "analisar" as suas palavras, o que quis dizer, o que não disse, o que vai dizer a seguir, etc, etc, etc.

Cavaco foi eleito por menos de um quarto dos eleitores e não é a absurda lei eleitoral que faz dele o "presidente de todos os portugueses".

Desenganem-se os que esperam que Cavaco tome uma atitude e demita o governo.

A verdade é que Portugal corre o risco de ter de aguentar com Sócrates até ao fim de mandato em 2013 já que o PSD joga ao "toque e foge" com o PS.
Ora o governo não serve, ora tem todas as condições para governar.
Ora as politicas do governo são erradas ora está a trabalhar para reduzir o défice.

Quinta-feira discutiu-se no parlamento a moção de censura do bloco de esquerda ao governo.

Como o PSD e o CDS se abstiveram na votação a moção foi chumbada pelos votos dos socialistas.

Assim não vamos a lado nenhum.

Passos Coelho pode não ter coragem para assumir responsabilidades ou não o fazer por estar à espera que Sócrates caia de maduro e que o poder lhe caia no colo, de preferência com maioria absoluta.

É exactamente para não terem essa maioria que é necessário ir para eleições já.

De acordo com as sondagens o PSD teria apenas maioria relativa para formar governo o que seria benéfico para o País dadas as propostas para o programa eleitoral do partido que foram tornadas publicas na quinta-feira.

Privatização de hospitais e de escolas, privatização de empresas estatais que dão lucro como os CTT, a Ana, etc, e alteração da lei laboral para facilitar despedimentos.

As propostas apresentadas retratam uma visão liberal para a revitalização da economia, assente em eixos como uma significativa redução do peso do Estado e de uma política fiscal muito atractiva para grandes empresas.

Já o povo ... !

Chegamos então a sexta-feira para ouvir o ministro das finanças anunciar ainda mais medidas de austeridade, a começar pelo congelamento das pensões e pela aplicação de uma "contribuição especial" para as reformas acima de 1.500 euros.

Facto muito, mesmo muito curioso:
Angela Merkel, a chanceler alemã que manda na Europa apressou-se a elogiar as medidas enunciadas, assim como Durão Barroso também o fez.

Foi, realmente, uma semana em cheio.

Foi a semana em que o "passarão" falou e o povo português finalmente percebeu que está em maus lençóis com os políticos,

quarta-feira, 9 de março de 2011

O sufoco em que vivemos

Texto de Baptista-Bastos hoje publicado no "Diário de Noticias"

"A atmosfera no PSD está, verificadamente, inquinada. Alguns dos seus corifeus fazem declarações beligerantes, cujo alvo é, dizem, a "inacção" e a "excessiva prudência" de Pedro Passos Coelho. E nomeia-se Rui Rio como o homem azado para o momento azarado. Por outro lado, as sondagens não são propícias à sede de poder de muitos daqueles que vivem da ambiguidade da dádiva prestada pela política. Não é o problema português a dominar as preocupações de grupo. O que os move é a dependência pessoal, os interesses dos beneficiados pelos partidos de poder.

O PSD existe numa espécie de não-pertença. Criou um ambiente que incita à criação de grupos e que favorece, conscientemente ou não, a intriga e o confronto surdo. A lógica relacional, a construção de uma ideologia comum, que sempre configurou a ideia de "partido" não existe no PSD. As perseguições, a mordacidade com que uns acusam outros, o desfasamento doutrinário, caracterizam-no. E, em períodos difíceis, como este, de agora, as malformações emergem.

No PS, apesar das malfeitorias praticadas com displicente desdém, Sócrates é incensado. Levou o País ao desespero, quebrou numerosos laços sociais, exerceu retaliações impensáveis, mas continua a ser "o" secretário-geral. Como estes socialistas são difíceis de entender, quem desvendar o mistério que explique. Adicione-se, ainda, que as sondagens, percentualmente, dão Sócrates com escassa desvantagem de Passos Coelho.

Estaremos condenados a não nos emancipar deste pesadelo político? O regime da crise do elo social, de que falaram, entre outros, Alain Badiou e Tony Judt, comporta em si uma violência e uma bestialidade infamantes. São as normas e as esquadrias do neoliberalismo. O neoliberalismo introduziu, nas nossas sociedades, formas de orquestração dos nossos próprios sentimentos. Tanto o PS quanto o PSD corromperam parte substancial da nossa dignidade, não apenas com actos e decisões horríveis, mas, também, através de torpes exemplos.

A sociedade portuguesa está social, moral e politicamente doente. Todos o dizemos. Contudo, somos incapazes de sacudir o jugo desta subordinação escatológica. Para nos libertar do sufoco, os partidos à esquerda do PS (falo do PCP e do Bloco), sem abandonarem as suas diferenças fundamentais, têm de assumir as graves responsabilidades do poder. Protestar não chega. E parece-me extremamente fácil o acantonamento na "fortaleza cercada", enquanto cá fora as grandes lutas (e as grandes contradições decorrentes dessas lutas) continuam com objectivos cada vez mais vagos e cada vez mais perigosos."

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Portugal é um imposto

O "Jornal de Negócios" publica hoje um interessante texto da autoria de Fernando Sobral.

"Portugal já não é um País. É um imposto.

No Estado ninguém tem uma ideia que não passe por um imposto, por uma taxa ou por uma coima.

Em Portugal vive-se para pagar impostos.

Há quem lhe chame um suicídio colectivo.

É por isso que ninguém se admira por Ana Jorge, acusada de ser ministra da Saúde, ter colocado a hipótese de se criar um imposto só para o sector que tutela.

Julgava-se que um ministro existia para gerir inteligentemente, com os recursos que tem, o sector do Estado pelo qual é responsável. Ingenuidade nossa.

Um ministro existe para aparecer na televisão e para ser o Professor Pardal dos impostos. Mesmo que sejam absurdos. Mesmo que os portugueses já não se consigam mexer no meio de tanto imposto.

O imposto é uma rotina, o nosso circuito de manutenção.

Em Portugal tudo paga imposto.

Só estão isentos os ministros que dizem dislates como Ana Jorge.

Ela pensa que o imposto é a solução para a sua falta de ideias e a sua incapacidade para gerir a Saúde.

Portugal trabalha para pagar impostos.

O Governo existe para os gastar em tudo e ainda pedir outros para coisas específicas.

O Governo só sabe duas palavras: arrecadar e esbulhar.

A sua única actividade conhecida é hoje legislar a taxa, cobrar o imposto, passar a coima.

É a isso que se dedica o Estado.

Consome o País e torna esqueléticos os portugueses.

A carga fiscal em Portugal é absurda, mas há quem julgue que o saque não tem fim.
Ana Jorge acha que todos os portugueses são Tio Patinhas e têm uma caixa-forte debaixo da cama para pagar os seus delírios.

Deveria ser promovida a cobradora de taxas."

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Tacho para a cunhada de José Sócrates

Mais um mail que circula pela net e que ninguém desmentiu:

"Tacho para a cunhada de José Sócrates

Cunhada de Sócrates é assessora na EPAL

A EPAL, empresa pública tutelada pelo Ministério do Ambiente, contratou em Junho deste ano, já em plena derrapagem das contas públicas, a cunhada do primeiro-ministro para assessora do conselho de administração.

A admissão de Mara Mesquita Carvalho Fava, irmã de Sofia Fava (ex-mulher de José Sócrates), nos quadros da EPAL ocorreu após quase dois anos como trabalhadora da empresa a recibos verdes.

A cunhada de José Sócrates terá um salário mensal bruto de 2103 euros, acrescido de 21,5% do ordenado por isenção de horário de trabalho.

O ingresso de Mara Fava nos quadros da EPAL foi revelado pelo próprio jornal da empresa: na edição de Junho de 2010 do 'Águas Livres', na coluna Movimento de Pessoal, indica-se que foram admitidas Mara Fava e Mariana Barreto Dias de Castro Henriques, mulher de Jorge Moreira da Silva, ex-secretário de Estado do Ambiente, ex-consultor do Presidente da República e vice-presidente do PSD.

A Comissão de Trabalhadores, em resposta ao CM, assume que o assunto "é falado entre os trabalhadores da EPAL e em termos nada abonatórios para os envolvidos directa ou indirectamente na sua admissão, assim como para a justificação do vencimento mais isenção de horário de trabalho".

COMENTÁRIO:
Assessora de um assessor!!!! looooooooooooooool
2103€ + 452€ (21,5%) = 2555€ por mês!!!
Para quem era precária....de um momento para o outro não é nada mau

É para isto que servem os Institutos Públicos, Empresas Municipais, Fundações..
Eis a razão porque não as extinguem.
É aqui que é roubado o nosso dinheiro para dar aos familiares da bandidagem e outros parasitas da partidocracia.

Depois dizem que não há, onde cortar despesas!
E que são necessários mais impostos e mais impostos.......
Aguentem saloios !!!!!!!!!!!!!!!
Aguentem pacóvios !!!!!!!!!!!!"

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Protesto da Geração À Rasca

Parece que o País começa a acordar.

Protesto popular
Sábado, 12 de Março
Avenida da Liberdade - Lisboa
Praça da Batalha - Porto

http://www.facebook.com/event.php?eid=180447445325625


Protesto apartidário, laico e pacífico.
- Pelo direito ao emprego!
- Pela melhoria das condições de trabalho e o fim da precariedade!
- Pelo direito à educação!
- Pelo reconhecimento das qualificações, competência e experiência, espelhado em salários e contratos justos!
…Porque não queremos ser todos obrigados a emigrar, arrastando o país para uma maior crise económica e social!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O maior fracasso da democracia

Um texto surpreendente que anda a circular por mail, (supostamente) da autoria de Clara Ferreira Alves, jornalista do "Expresso" e conhecida por ser simpatizante do partido socialista.

"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"

"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.

Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"

Clara Ferreira Alves - "Expresso"

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Censura ao regime

Rafael Barbosa, jornalista, publica hoje um interessante artigo de opinião no "Jornal de Noticias":

Moção de censura

"O país não precisa de uma moção de censura ao Governo. Do que o país precisa é de uma moção de censura ao regime.

1. O partido no poder precisava de ajuda nas eleições. Os "boys" resolveram o problema: um contrato de 750 mil euros com Luís Figo, que, como contrapartida, deu uma entrevista laudatória num jornal e tomou um pequeno-almoço em vésperas de eleições. Acrescento apenas que, apesar da ausência de aspas, esta acusação não é minha. Nem sequer de algum lunático de um qualquer partido dos extremos. Menos ainda de algum dirigente do partido alternativo do centro. Quem isto afirmou, assim, preto no branco, foi uma juíza de instrução criminal. Já sabemos que todos os réus são inocentes enquanto não forem condenados, deixemos os Thomati, os Soares e os Silva em paz até ao julgamento. A questão é outra: isto não incomoda nem um bocadinho o senhor que tomou o pequeno-almoço com Figo?

2. Oliveira e Costa é um génio dos mercados. Num dia conseguiu um lucro de 9 milhões de euros a comprar e a vender acções da Sociedade Lusa de Negócios, a "holding" que detinha o BPN. Foi assim: comprou sete milhões de acções da SLN a um euro cada uma e recebeu, umas horas depois, 16 milhões de euros pelas mesmíssimas acções, compradas por uma sociedade "off-shore" da SLN. Observando esta operação, também conhecida por moscambilha, percebe-se que afinal Cavaco Silva ficou a ganhar quando decidiu também ele vender as acções que comprou a um euro. Conseguiu mais 20 cêntimos por acção que Oliveira e Costa.

3. Sucedem-se as notícias sobre os efeitos da crise em 2010. Uma delas diz que os quatro maiores bancos conseguiram manter o patamar de lucros: os mesmo 1400 milhões de euros que já tinham somado em 2009. Mas os nossos banqueiros conseguiram também pagar menos impostos: uma poupança de 168 milhões. Rima na perfeição com a austeridade que o regime impôs a quase todos os outros, cidadãos ou empresas: mais impostos e menos dinheiro no bolso ou em caixa.

4. O país não precisa de uma moção de censura ao Governo. Do que o país precisa é de uma moção de censura ao regime. De que nos serve sermos chamados a eleições, votar, eventualmente mudar o partido no Governo, para que tudo fique na mesma? Só vale a pena mudar, se for para mudar de vida. Para acabar com a corrupção disfarçada de marketing político. Para acabar com a corrupção disfarçada de negócios sofisticados com palavras caras. Para acabar com o clientelismo que mantém os mesmos incompetentes, durante anos, à frente de empresas públicas. Para acabar com as transferências de membros de um qualquer Governo directamente para bancos e para empresas de construção civil. Para acabar com o sufoco fiscal a que são submetidos os portugueses que trabalham e as empresas que produzem, para que algumas elites da capital vivam à conta do Estado. Se não for para mudar tudo isso, e provavelmente não será, de que nos serve uma moção de censura?"

Descontentamento popular

O descontentamento popular começa a tomar forma visivel. No facebook há um movimento para juntar um milhão de pessoas em protesto na Avenida da Liberdade (Lisboa) e começam também a circular mails apelando à revolta.

"cá vai um importante contributo, para que o Ministro das Finanças -e todos vocês- não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar. Acabou o recreio e o receio!

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 € por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 € nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e
vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos"

Passem palavra

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tirado do Tribunal de contas

Mais um mail que circula pela internet denunciando os roubos que os "boys" partidários fazem às finanças publicas. Para ler e meditar.

"EXEMPLOS DE DÚVIDAS QUE O TRIBUNAL DE CONTAS ENCONTROU NAS DESPESAS PÚBLICAS..."

"1. ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P.
- Aquisição de 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€

2. MATOSINHOS HABIT - MH
- Reparação de porta de entrada do edifício: 142.320,00€

3. UNIVERSIDADE DO ALGARVE - ESC. SUP. TECNOLOGIA - PROJECTO TEMPUS
- Viagem aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008: 33.745,00€

4. MUNICÍPIO DE LAGOA
- 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas: 106.596,00 €

5. MUNICÍPIO DE ÍLHAVO
- Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores ópticos: 380.666,00€

6. MUNICÍPIO DE LAGOA
- Aquisição de fardamento para a fiscalização municipal: 391.970,00€

7. CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES
- VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00€

8. MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
- AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS: 1.236.000,00€

9. CÂMARA MUNICIPAL DE SINES
- Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00€

10. MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
- AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00€

11. MUNICÍPIO DE BEJA
- Fornecimento de 1 fotocopiadora, "Multifuncional do tipo IRC3080I", para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00€


COMO É POSSÍVEL NÃO ESTARMOS EM CRISE?

COMO DIZ SÓCRATES, É DIFÍCIL CORTAR NAS DESPESAS PÚBLICAS...

NOTA-SE...

ACABÁMOS DE VER ALGUNS EXEMPLOS..."