Texto de Manuel José Manuel Pureza hoje publicado no Diário de Noticias
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
A nebulosa e os seus facilitadores
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
O despudor sem freio
Texto de Eduardo Dâmaso, Diretor-adjunto, hoje publicado no Correio da Manhã
O Bloco Central dos Interesses levou muitas empresas a situações insuportáveis.
Públicas e privadas. Manipulando leis ou chantageando com o crédito numa banca controlada politicamente, PSD, PS e CDS deixaram o País de rastos. Criaram dificuldades públicas para recolher facilidades privadas.
O que fizeram aos Estaleiros de Viana do Castelo é apenas um exemplo.
Foi essa política que criou a imensa casta dos que já não precisam de ‘ganhar a vida', como diria o ex-ministro Silva Pereira. Foram eles que rebentaram com as contas públicas. Não o emprego, a saúde, a educação, as reformas dos que trabalharam a vida inteira. Neste País, o despudor já não tem qualquer freio.
sábado, 10 de agosto de 2013
Governo swap. E Democracia?
Texto de Carvalho da Silva hoje publicado no "Jornal de Noticias".
Um dos problemas mais complexos com que se debatem as democracias atuais é que a maior parte dos roubos que hoje se fazem, em particular à riqueza produzida pelos povos, são roubos legais. Os profissionais de várias áreas mobilizados para estas atividades estão formados e formatados para as assumirem sem rebuço, e como funções de grande importância e valências múltiplas. O conjunto de indivíduos que nas cadeias cumprem penas de prisão por roubo, no total, não roubou a milésima parte do volume de riqueza que as empresas e escritórios especializados na especulação e comércio de interesses desviam nas suas atividades legais.
Os "especialistas" que fazem parte daqueles complexos e eficazes sistemas não têm um mínimo de sentido ético, não têm valores democráticos e muito menos uma noção responsável do que é o interesse e os bens coletivos. É isto que leva o ex-secretário de Estado Pais Jorge a dizer que não tem "grande tolerância para a baixeza com que foi tratado". Ele, como qualquer raposa a quem expulsam de guarda da capoeira, sente-se injustiçado pois queria "colocar o seu saber e a sua experiência ao serviço do país".
Entretanto, a ministra que o nomeou, também especialista em swaps, apesar de atolada em inverdades lá continua no poder - naturalmente elogiada pela troica, pelos representantes dos "mercados", pelos dirigentes da União Europeia - acompanhada por uma chusma de especialistas como Paulo Gray, a gerir o "interesse nacional" nesta governação swap.
As negociatas surgem em avalanche, não apenas na área financeira e de gestão da dívida. Elas envolvem praticamente todos os membros do Governo. Esta semana, na área do ensino lá surgiu o cheque-ensino na escolaridade obrigatória. Na segurança social, foram anunciadas reformas que empurram para os privados os recursos que deviam alimentar um sistema público moderno, universal e solidário. Por outro lado, vão eliminando ou aniquilando os quadros e serviços altamente qualificados da Administração Pública, para que não existam barreiras ao processo de apropriação privada dos meios, das estruturas e das funções do Estado que possibilitavam o desenvolvimento da sociedade com mais igualdade, solidariedade e justiça social. E prosseguem outros negócios nas privatizações ou nos investimentos na costa alentejana.
Se estes negócios não envolvessem todo o centrão político e de interesses, há muito se teria corrido este Governo de submetidos e vendidos a interesses particulares de estrangeiros e de alguns figurões nacionais.
Tudo isto acontece porque a democracia foi sendo corroída, porque perdemos soberania em várias dimensões, sendo a soberania do Estado substituído pela soberania da dívida, porque o povo está manietado num processo de regressão e empobrecimento rápido e violento que não deixa espaço à reflexão e à ação, porque o sistema de justiça foi aprisionado por contradições e incapacidades, porque o presidente da República dá cobertura a estas políticas e procura impedir qualquer alternativa.
Ideias antidemocráticas e mesmo fascistas estão a germinar. Isto é visível em conversas de café, em programas de rádio e televisão, em artigos e entrevistas de indivíduos profundamente reacionários que surgem em jornais de forte influência na sociedade.
É preciso impedir que a gerência swap prossiga na entrega dos bens, dos meios, dos serviços e da provisão pública aos grandes interesses privados internacionais e nacionais.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Bandos
Texto de Paulo Morais, Professor Universitário, hoje publicado no "Correio da Manhã"
A crise política mais recente, provocada pela
pseudodemissão de Paulo Portas, agitou os diversos grupos e fações que
se digladiam no seio dos vários partidos do arco do poder.
domingo, 23 de junho de 2013
Crimes de colarinho
Uma das magistradas que julga o caso BPN considerou que a Galilei, antiga dona do banco, só mantém a atividade devido ao prejuízo de mil milhões de euros que resultaria para o Estado caso a empresa falisse.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Corrupção sem rasto
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Moralizar a gestão da coisa pública
Texto de Pedro Sousa Carvalho, Subdirector do "Diário Económico" hoje publicado nesse jornal.
Os contratos ruinosos das PPP, o buraco das contas públicas da Madeira, a imoralidade dos contratos ‘swaps'.
É só levantar o tapete e ver o lixo que esteve escondido durante o
tempo das vacas gordas e que agora, pouco a pouco, estamos a descobrir.
Até lixo tóxico encontramos.
Hoje em dia, com as dificuldades que as
pessoas estão a passar, é quase ofensivo dizer que há um lado bom na
crise. Mas há. Estamos todos mais sensíveis e mais alertas para casos de
abusos, gestão danosa, demagogias ou simplesmente incompetência a gerir
a coisa pública.
Ontem ficámos a conhecer o relatório preliminar da Comissão de
Inquérito às PPP. Um relatório arrasador para um sem número de
governantes que - por incompetência ou outro motivo qualquer que a
Justiça há-de descobrir - foram cúmplices em contratos altamente lesivos
para os interesses do Estado e dos contribuintes. PPP que garantiam aos
privados taxas de rentabilidade de dois dígitos e que passavam o risco
dos contratos para os contribuintes. Contratos que foram assinados,
negociados e renegociados e que podem lesar os contribuintes em nove mil
milhões de euros.
Também ontem ficámos a saber que o Estado já gastou mil milhões de
euros para tapar os buracos dos contratos ‘swaps'. E se o Santander
fizer finca-pé, o estrago para cofres do Estado pode chegar a 2,5 mil
milhões.
Hoje estamos todos mais sensíveis para descobrir estas
situações, mas isso não chega. É preciso dar o passo em frente para
moralizar a política e a gestão dos bens públicos.
O que vai acontecer aos gestores das empresas públicas que fizeram
contratos ‘swaps' tóxicos? São despedidos e depois amigos como dantes?
Onde pára a auditoria do Tribunal de Contas sobre as parcerias
rodoviárias que encontrou ‘compensações contingentes' ou contratos
paralelos nas PPP? Não tinha seguido para a PGR e para o DCIAP?
Em que gaveta da PGR pára a investigação à ocultação de dívidas
públicas na Madeira que Alberto João Jardim publicamente assumiu ter
escondido e que nós ainda hoje estamos a pagar?
Não basta levantar o tapete e constatar que há lixo escondido. É
preciso varrer e afastar dos cargos públicos quem não sabe gerir a coisa
pública. E aqui a nossa justiça tem tardado e tem falhado.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
A casta do poder
"O golpe dos swaps tóxicos realizados por gestores públicos e que nos ameaça com uma fatura de três mil milhões de euros é um duro ataque aos contribuintes, às empresas que prestam um serviço fundamental e aos alicerces deste frágil Estado à beira da falência.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Remodelar e pagar favores a um jornalista
terça-feira, 16 de abril de 2013
Os câmara boys
Texto de Paulo Morais, Professor universitário, hoje publicado no Correio da Manhã
"As câmaras municipais são as maiores agências de emprego do País.domingo, 14 de abril de 2013
A quadrilha dos aparelhos partidários
Texto de Henrique Monteiro hoje publicado na edição online do "Expresso".
terça-feira, 19 de março de 2013
Abolição das PPP
Texto de Paulo Morais, Professor universitário, hoje publicado no Correio da Manhã
"Os contratos das parcerias público-privadas (PPP) com que o Estado se comprometeu transformaram os cidadãos em servos vitalícios de alguns grupos económicos, ou seja, em escravos.
As PPP representam um compromisso anual de vários milhares de milhões de euros, um verdadeiro cancro para as finanças públicas da atual e das próximas gerações. Em primeiro lugar, geram para os concessionários, em particular das PPP rodoviárias, rentabilidades anuais obscenas, da ordem dos 17%, ou até mais. O rendimento é garantido. Cada troço de autoestrada obriga o Estado a um pagamento diário… independentemente de lá passar um único carro. Por outro lado, o Estado ainda paga prémios pela diminuição da sinistralidade, que representam largos milhões para cada autoestrada. É certo que também há penalização pelo acréscimo de acidentes, mas as multas são incomparavelmente mais baixas do que os prémios, pelo que os privados ficam (como sempre) beneficiados. Favorecidos numa relação de um para cem ou até mais! Por último, os governos têm negociado, ao longo de anos, ruinosos acordos de "reposição de reequilíbrio financeiro". Já no início do século, na Ponte Vasco da Gama, a primeira das PPP, o Estado atribuía uma verba de 42 milhões de euros à Lusoponte, para a compensar por um aumento de taxas de juro, mas nunca a concessionária pagou quando as taxas diminuíam. Estas práticas reiteradas transferiram milhares de milhões para os concessionários. Em 2011, só nas PPP rodoviárias, para despesas correntes de cerca de oitocentos milhões de euros, os pedidos de reequilíbrio financeiro foram de… novecentos milhões. Só há agora uma forma de nos libertarmos deste jugo: abolir o negócio das PPP. Pela via da renegociação dos contratos, reconversão do modelo em concessão ou, pura e simplesmente, expropriação dos equipamentos e infraestruturas. E sem sequer consagrar direitos adquiridos aos concessionários. Em primeiro lugar, porque os contratos são leoninos, os direitos foram obtidos ilegitimamente. Mas sobretudo porque quando se libertam servos, como quando se procedeu à abolição da escravatura, não se podem, nem devem, manter intactos os direitos dos esclavagistas. "
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Uma cena falhada
"Se os partidos querem candidatar os seus dinossauros autárquicos a um quarto mandato vão ter de o assumir
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Água contaminada
"A privatização do negócio da água em muitos concelhos tem sido desastrosa. A qualidade do serviço piorou, o preço aumenta, os particulares e empresas são onerados com custos exorbitantes pelos ramais de ligação.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Parcerias? Patifaria
Vamos ser roubados
Texto de João Cotrim de Figueiredo, Gestor, hoje publicado no "Diário Económico"
"Lamento informar que todos nós vamos
ser roubados num montante de 7.000 milhões de euros. Na verdade, o roubo
já ocorreu mas tudo indica que nada seja feito para recuperar o
dinheiro, nem para punir todos os responsáveis.
Como já devem ter percebido, falo do caso BPN, o maior e mais
escandaloso caso de fraude de que há memória em Portugal. E que se
encaminha para ser o maior e mais escandaloso fiasco da Justiça
portuguesa.
O julgamento do caso BPN tem 16 arguidos e mais de 300 testemunhas.
Teve início a 15 de Dezembro de 2010 e até hoje, passados cerca de 800
dias, houve audiências em pouco mais de 120 dias nos quais se conseguiu
ouvir o estonteante número de 9 (leu bem, nove!) das 300 testemunhas. A
este ritmo, uma decisão de primeira instância demorará, pelo menos, 5
anos. A que se seguirão os recursos. A que seguirão as aclarações de
sentença.
Verdade seja dita, o juiz presidente, Luís Ribeiro, tem feito o
possível para expeditar os procedimentos. Mas esbarra rapidamente nas
manobras de dilação dos advogados de defesa e na inépcia da nossa
máquina judicial. Ao longo destes dois anos o juiz já veio a público
reconhecer que não tem salas para as audiências, que os 180 (!) armários
de que dispõe não são suficientes para guardar as centenas de milhares
de páginas do processo e, até, de que o velhinho computador portátil que
lhe foi atribuído bloqueia com tal frequência que atrasa os trabalhos.
Perante este cenário, a prescrição parece mais uma certeza do que uma
possibilidade. E a impunidade dos responsáveis será, de novo, uma
realidade. E o que pergunto é se a gravidade dos crimes, a dimensão dos
montantes em causa e as implicações políticas e morais de um falhanço do
sistema judicial não justificam, neste caso, uma intervenção direta da
ministra da Justiça que evite este desfecho.
Se a morosidade da Justiça pode resultar na impunidade dos
responsáveis, a morosidade da investigação pode significar que não se
recuperem os milhares de milhões de euros desviados em transações
ilícitas, muitas das quais não registadas no balanço do BPN. Este tipo
de movimento, mesmo através de ‘offshores', deixa um rasto que se torna
mais difícil de seguir a cada dia que passa. E isso significa que
seremos todos nós, os contribuintes, a suportar os 7.000 milhões de
euros que o Estado injetou e irá injetar na Parvalorem, na Parups e na
CGD. Todos nós seremos roubados pelo Oliveira e Costa e a sua pandilha.
Ao insistir nas responsabilidades que agora impendem sobre as
entidades judiciais e judiciárias não pretendo branquear outras
responsabilidades, igualmente graves e verdadeiramente vergonhosas, dos
governos, da CMVM e, sobretudo, do Banco de Portugal ao longo deste
processo. Mas também não pretendo esquecer aqueles que lutam para
esclarecer este caso até ao fim.
Por isso, presto tributo ao jornalista Pedro Coelho pela recente
Grande Reportagem da SIC e à determinação dos deputados nas comissões
parlamentares de inquérito, em especial o notável trabalho de Nuno Melo
(CDS), mas também de Honório Novo (PCP) e João Semedo (BE). E
interrogo-me por que não houve igual empenhamento por parte de deputados
do PSD e do PS."
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
A nata
Texto de Manuel José Manuel Pureza hoje publicado no Diário de Noticias
"Portugal precisa
de um ajustamento estrutural da sua elite económica. Vivem claramente
acima das nossas possibilidades. Capturam o Estado e fazem dele o
alicerce da sua acumulação de riqueza, descapitalizando-o para o
exercício das funções que uma sociedade frágil e pobre exige. Servem de
intermediários da finança internacional e, como seus representantes em
Portugal, põem e desfazem governos à medida das necessidades de negócio
de cada momento. Zombam da lei e do interesse público. E, no fim, ainda
têm o topete de fazer para a sociedade que os alimenta a apologia da
miséria.
Há continuidades e mudanças na agenda dessa elite. A
proteção do Estado é, há mais de um século, a sua principal
continuidade: desde o monopólio dos tabacos na viragem do século XIX
para o século XX, até à siderurgia ou aos petróleos durante o
salazarismo e à eletricidade, às autoestradas ou à saúde no nosso tempo,
sempre a elite económica teve no Estado o seu mais fiel aliado. Mas
essa proteção não cai do céu. Ela é sim o resultado da tessitura fina de
redes de cumplicidade entre a esfera de decisão económica da elite e as
diferentes instâncias do poder político, desde os partidos aos media e
às instituições.
Que um banqueiro - membro de uma das famílias que
ao longo de mais de um século perdura no topo da economia nacional,
resistindo a todas as intempéries políticas e financeiras - tenha
beneficiado de programas governamentais de amnistia fiscal para
regularizar a não declaração ao fisco de 8,6 milhões de euros é muito
revelador da relação de cumplicidade entre o Estado e as famílias da
banca. O que impressiona neste caso é a duplicidade com que o Estado
trata as pessoas: uma dívida ao fisco de um qualquer cidadão anónimo na
ordem de umas centenas de euros determina invariavelmente sanções e
punições temíveis para a existência frágil da esmagadora maioria; já a
dívida de milhões de um banqueiro por infração da regra mais basilar que
é a da declaração de rendimento e de património é objeto de tratamento
com deferência e vénia, quem sabe se não mesmo com um agradecimento do
Estado credor. O banqueiro sabe que tem no Estado um amigo, o cidadão
arrisca-se a ter nele um agressor.
Que um outro banqueiro, cujo
banco é detido em 99% pelo Estado, diga publicamente que "não se
chocaria" se o Estado nomeasse um membro para a gestão do banco é
igualmente revelador. A sobranceria com que a elite se permite tratar o
Estado, a redução deste a algo que se tolera (mesmo que se corra à
procura do seu auxílio ao primeiro obstáculo que surja à tranquilidade
da acumulação), evidencia como ela dá por assente que o Estado não
incomodará e se remeterá ao servil papel de atento, venerador e
obrigado.
O desdém da elite pelo Estado é a expressão de um seu
desdém mais fundo pela sociedade no seu todo. Que ainda um outro
banqueiro se dê o direito de dizer, na mesmíssima sessão em que anunciou
lucros do seu banco no valor de 250 milhões de euros - dos quais 160
resultantes de especulação sobre a dívida soberana de Portugal - que se
os sem-abrigo aguentam a sua condição nós todos temos de aguentar as
consequências da vertigem do empobrecimento mostra como a elite dos
negócios entrou em versão hardcore e como a sua confiança lhe fez perder
a noção dos limites do decoro.
Esta nata que impôs a vinda da
troika para garantir o pagamento por quem trabalha dos custos das suas
irresponsabilidades especulativas e que abençoa a nomeação para o
Governo de quem calou o crime do BPN é aquilo que mais precisa de ser
refundado em Portugal."
Até quando vão os banqueiros gozar connosco?
Texto de Tiago Mesquita, publicado no seu blogue "100 reféns" no "Expresso".>
"O Santander, presidido por António Vieira Monteiro, registou de 2011 para 2012 um aumento superior a 200% de 63,9 milhões para 250 milhões de euros."
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Depois de Franquelim Alves, Oliveira e Costa será o próximo Ministro das Finanças de Passos Coelho?
Texto de João Lemos Esteve, publicado no seu blogue "Politicoesfera" no "Expresso"
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Portugal vendido ao desbarato
O Saque
Texto de Paulo Morais, Professor Universitário, hoje publicado no "Correio da Manhã"
"O governo anda a vender empresas públicas e outras participações de capital ao desbarato. Ao desbarato e às escondidas.
Relvas transformará Portugal numa lixeira empresarial
Texto de Daniel Oliveira, publicado no seu blogue "Antes pelo contrário" no "Expresso" 